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PIB dos latinos que vivem nos EUA supera o da França e Índia (estudo)
O PIB gerado pelos latinos nos Estados Unidos alcançou 3,7 trilhões de dólares (21 trilhões de reais) em 2022, acima de economias como a britânica, francesa ou indiana, aponta um estudo de duas universidades californianas divulgado nesta sexta-feira (13).
Se os latinos que vivem nos Estados Unidos fossem um país independente, seu PIB seria a quinta maior economia do mundo, à frente, pelo terceiro ano consecutivo, de Reino Unido, França e Índia, segundo o relatório anual elaborado pelo Centro para o Estudo da Saúde e Cultura Latinas da UCLA e o Centro de Pesquisa e Previsão Econômica da Universidade Luterana da Califórnia.
Fora da maior economia mundial, apenas China, Japão e Alemanha têm um PIB superior ao dos latinos que vivem nos Estados Unidos.
Divulgado em meio à campanha para as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, que tem a imigração como um dos temas principais, o estudo aponta que essa comunidade, que representa 19,2% da população americana (cerca de 65 milhões de pessoas), responde por 41,4% do crescimento real do PIB desde 2019.
“Os dados destacam que os latinos são uma importante fonte de resistência para a economia americana em geral", ressaltou David Hayes-Bautista, coautor do relatório, professor de medicina e saúde pública da UCLA e diretor do Centro para o Estudo da Saúde e Cultura Latinas.
Os latinos continuarão "tendo um impacto significativo no crescimento da economia americana nas próximas décadas", afirmou o pesquisador, destacando o aumento populacional dessa comunidade e a sua juventude (média de 30,7 anos, contra 41,1 no conjunto do país) e forte participação entre a população economicamente ativa.
No período 2010-2022, o número de latinos com ensino superior cresceu 113,5%, e seus salários 3,4% ao ano, contra 1,4% entre o restante da população, segundo a sétima edição do estudo.
N.Walker--AT