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Diretora do FMI pede a bancos centrais que não abaixem juros prematuramente
Reduzir muito rapidamente as taxas de juros de referência, enquanto a inflação ainda não retornou para os níveis esperados, representa um "risco mais elevado" para a economia do que esperar para fazê-lo mais tarde, considerou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, nesta quinta-feira (1º).
O Federal Reserve (Fed, banco central) dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) e outras autoridades monetárias mantiveram suas taxas de juros elevadas nos últimos meses, em uma tentativa de levar a inflação para suas respectivas metas, após o aumento dos preços registrado depois da pandemia.
Com a inflação cedendo em muitas economias desenvolvidas e emergentes, agora os bancos centrais se concentram em quando deveriam começar a reduzir as taxas para estimular os investimentos e o crescimento econômico.
"Nossa equipe olhou para a história e sua conclusão é que uma flexibilização prematura representa um risco mais elevado [para a economia] do que intervir um pouco mais tarde", declarou Georgieva aos jornalistas na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington.
"Mas não mantenham as taxas rígidas se não é necessário", afirmou. "Olhem para os dados e atuem com base neles", acrescentou.
Os comentários de Georgieva chegam um dia depois que o Comitê de Política Monetária do Fed decidiu manter suas taxas de juros de referência dentro da faixa entre 5,25% e 5,50%, e esfriou as expectativas de uma rápida redução.
Os responsáveis do Fed indicaram que não vão começar a reduzir os juros sem uma "maior confiança" de que a inflação se movimenta de forma "sustentável" para sua meta de longo prazo de 2% anual.
Na semana passada, o BCE manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva, optando pela prudência diante da evolução da inflação na zona do euro, apesar da desaceleração apresentada nos últimos meses.
Georgieva disse nesta quinta que os Estados Unidos estavam próximos de conseguir o que se conhece como "pouso suave", quando as autoridades conseguem levar a inflação para a meta sem desencadear uma recessão.
"Estamos preparados para um pouso suave", afirmou. Mas "ainda estamos a 50 pés do chão e sabemos que, até você tocar o chão, isto não está feito".
R.Lee--AT