-
'É necessário dinheiro para matar os caras maus', diz Hegseth sobre custo da guerra
-
Espanha e Inglaterra se impõem nas oitavas da Liga Europa e da Conference League
-
Morre, aos 84 anos, Umberto Bossi, fundador do partido Liga Norte
-
Seleção iraniana de futebol feminino é homenageada em Teerã
-
Irã está prestes a ser 'dizimado', garante premiê israelense
-
Fifa aprova regra para aumentar número de treinadoras no futebol feminino
-
Cunningham sofre pneumotórax e vai desfalcar Pistons na NBA
-
Em pré-campanha, Flávio Bolsonaro elogia modelo de segurança de Bukele
-
Celta elimina Lyon de Endrick nas oitavas da Liga Europa
-
Netanyahu nega que Israel tenha 'arrastado' EUA para a guerra
-
Irã alerta que não haverá 'moderação' em meio a ataques contra infraestruturas energéticas
-
Novo técnico da seleção marroquina apoia decisão da Confederação Africana
-
MLS revela detalhes de sua temporada 'sprint' de 2027
-
Fifa se diz confiante em realizar Copa do Mundo com "todas as seleções" previstas
-
FMI se diz preocupado com inflação global e produção por guerra no Irã
-
Venezuelano detido por 10 meses por serviços de imigração é libertado nos EUA
-
Pretendido pelo Atlético, Cristian Romero prefere focar "na situação" do Tottenham
-
Rússia recomenda enviar psicólogos a mulheres que não querem ser mães
-
Enzo Fernández está 'feliz' no Chelsea, garante seu treinador
-
Petróleo dispara por medo de crise energética global após Irã atacar instalações-chave
-
Neymar tem novo técnico no Santos: Cuca
-
Candidato de Trump para Departamento de Segurança Interna aprovado pela comissão do Senado
-
Mbappé é destaque na lista de convocados da França para amistosos contra Brasil e Colômbia
-
Jovens Karl e Urbig são convocados pela 1ª vez pela Alemanha
-
Courtois sofre lesão na coxa e vai desfalcar Real Madrid contra o Bayern na Champions
-
Com cortes na internet, Moscou retrocede 'vinte anos'
-
Uso intensivo de redes sociais prejudica o bem-estar dos jovens
-
Guerra no Irã consolida o poder da Guarda Revolucionária
-
Coreia do Norte se classifica para Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil
-
Osimhen sofreu fratura no braço e Lang passará por cirurgia no polegar, informa Galatasaray
-
As instalações de petróleo e gás afetadas pela guerra no Oriente Médio
-
Irã vai boicotar os Estados Unidos, não a Copa do Mundo, afirma presidente da federação
-
Novo Parlamento da Tailândia confirma Anutin Charnvirakul como primeiro-ministro
-
Trump ameaça destruir campos de gás do Irã após ataques contra o Catar
-
EUA ameaça destruir campo de gás do Irã em caso de novo ataque no Catar
-
Polícia da Bolívia prende filho de ex-presidente
-
Criadores do Labubu esperam grande sucesso com filme coproduzido pela Sony
-
Venezuela vive festa após conquista do Mundial de Beisebol
-
Val Kilmer vai reaparecer em filme graças à IA
-
Messi marca 900º gol de sua carreira em jogo do Inter Miami
-
Messi marca gol número 900 de sua carreira
-
Copom reduz Selic a 14,75%, primeiro corte em quase dois anos
-
Liverpool goleia Galatasaray (4-0) e vai enfrentar PSG nas quartas da Champions
-
Atlético de Madrid perde para Tottenham (3-2), mas vai enfrentar Barça nas quartas da Champions
-
Família processa resort nos EUA por servir chocolate quente muito quente
-
Bayern volta a golear Atalanta (4-1) e vai enfrentar Real Madrid nas quartas da Champions
-
Costa Rica fecha embaixada em Cuba e diz que é preciso 'limpar o hemisfério de comunistas'
-
Indicado de Trump para liderar Segurança Interna passa por audiência tensa no Senado
-
Barcelona atropela Newcastle (7-2) e vai às quartas da Champions
-
Rastreadores apontam que petroleiro russo envia petróleo para Cuba
AIEA se sente refém das manobras diplomáticas do Irã, afirma diretor da agência
O Irã está restringindo "de uma maneira sem precedentes" a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a usa "como refém" em suas disputas com as grandes potências, afirmou o diretor dessa agência da ONU, Rafael Grossi, à AFP.
Os inspetores da AIEA encontram constantes obstáculos desde 2021 para realizar suas missões de controle do programa nuclear iraniano, que continua em desenvolvimento, embora a República Islâmica negue querer adquirir uma bomba atômica.
"É uma situação muito frustrante. Continuamos exercendo nossas atividades lá, mas no mínimo", explica Grossi em entrevista à AFP à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. As autoridades iranianas "estão restringindo a cooperação de uma maneira sem precedentes", destaca.
"Alguns de nossos inspetores foram excluídos das equipes devido à sua nacionalidade, o que é inaceitável", afirma. "São alguns de nossos melhores inspetores, então é uma maneira de nos punir por coisas externas", como "quando há algo que não gostam, quando França, Reino Unido ou Estados Unidos dizem algo que não gostam", explica.
"É como se estivessem usando a AIEA como refém para suas disputas políticas com outros países", acrescenta o diplomata argentino, que denuncia uma situação "inaceitável". Os iranianos "devem permitir que a agência tenha todos os acessos necessários às instalações nucleares iranianas", enfatiza.
- "Diplomacia, diplomacia, diplomacia" -
O Irã diminuiu ao longo de 2023 sua produção de urânio enriquecido a 60%, o que foi visto como um gesto positivo em um momento em que as conversas informais com os Estados Unidos foram retomadas. Mas acelerou novamente a produção no final do ano.
"Atualmente, há um impasse", segundo Grossi, "mas pode mudar nos próximos dias, nunca se sabe".
A animosidade entre Estados Unidos e Irã aumentou com o conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, que Washington e Teerã se acusam mutuamente de agravar.
"O deterioro da situação política lá tem um impacto direto, é claro, no sentido de que as tensões se exacerbam, as posições se cristalizam e se tornam mais tensas, há menos flexibilidade. E isso é um círculo vicioso", lamenta Grossi.
"Diplomacia, diplomacia, diplomacia": essa continua sendo a solução para ele. "Devemos continuar falando, devemos impedir que a situação se deteriore até o ponto de ser impossível reconduzi-la".
"Não descartaria voltar ao Irã", assegura, mas a situação deve ser tratada em um "nível muito alto".
As principais potências mundiais chegaram a um acordo com o Irã em 2015, que deveria conter seu programa nuclear em troca da flexibilização das sanções internacionais.
Mas o acordo ficou moribundo quando os Estados Unidos se retiraram dele e impuseram novamente sanções contra Teerã em 2018 durante a presidência de Donald Trump.
Teerã respondeu intensificando seu programa nuclear, e até agora as negociações para reinstaurar o acordo não foram bem-sucedidas.
- "Não há militarização" de Zaporizhzhia -
A usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia é outro local para o qual a AIEA tenta enviar seus inspetores, e a situação ainda é "extremamente preocupante", diz Grossi.
Esta usina nuclear, a maior da Europa, está nas mãos das forças russas desde março de 2022, que haviam invadido a Ucrânia um mês antes. Os ocupantes invocaram recentemente motivos de segurança para impedir o acesso dos inspetores da ONU.
"Temos que ir", defende Rafael Grossi.
"Às vezes, pedimos para ir a um lugar, as pessoas responsáveis pela segurança nos dizem que não, insistimos..." Essa interação "nem sempre é fácil, mas insistimos muito e, no final, conseguimos ver o que precisamos ver", assegura.
"Pudemos cobrir os telhados de todos os reatores" de Zaporizhzhia e "pudemos confirmar que não há militarização da usina", afirma, referindo-se a "material militar pesado ou material de artilharia".
"E nos últimos meses não houve ataques diretos à usina", acrescenta.
Em contrapartida, Grossi menciona "apagões e interrupções no fornecimento elétrico externo, que são igualmente perigosos porque se perdemos energia, perdemos a capacidade de refrigerar os reatores e, claro, pode ocorrer um acidente".
A.Williams--AT