-
Milei diz que 'está escrevendo uma página da história' argentina ao receber prêmio em Paris
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter os preços
-
A odisseia de Lula em imagens
-
Com problema no tornozelo, Ferran Torres é cortado da seleção espanhola
-
Tuchel admite que caso City é assunto do momento na seleção inglesa
-
Congresso espanhol rejeita decretos sobre moradia e aumenta pressão sobre Sánchez
-
Messi desembarca na Argentina para despedida da seleção
-
EUA acusa empresário de contrabandear tecnologia de IA para China
-
Ferrari e Red Bull ditam ritmo nos primeiros treinos livres do GP do Bahrein de F1
-
Dario Amodei, empresário da IA que permanece um enigma
-
Desemprego aumenta e menos empregos são criados nos EUA em setembro
-
Futebol inglês teme 'graves consequências' diante de caso do City, que se defende
-
Lula e Flávio Bolsonaro jogam vale-tudo em eleições incertas
-
Ancelotti diz que Brasil respeita a Índia
-
Fechamento de ponte por ataques russos gera enormes congestionamentos em Kiev
-
Inflação na zona do euro atinge 3,8% em setembro, maior índice em três anos
-
Centenas de escolas fechadas na França por protestos estudantis
-
Israel flerta com extrema direita europeia e ganha apoios, mas causa desconforto
-
Piloto indiano da flydubai afirma que 'não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem'
-
Centenas de escolas fechadas na França após protestos estudantis
-
Taiwan recebe primeiros aviões de combate F-16V fabricados nos Estados Unidos
-
Disputa sobre Nossa Senhora domina reta final da campanha pela Presidência
-
Polícia descarta bomba após bolsa ser jogada em frente ao STF
-
Quatro novos tripulantes chegam à Estação Espacial Internacional
-
Venezuelano baleado pelo ICE tem projétil removido vários dias após disparo
-
OpenAI demite três funcionários por manuseio incorreto de informações sensíveis
-
Juiz nega absolvição de mãe que matou três filhos nos EUA
-
Ministros de Comércio do G20 não chegam a consenso para enfrentar superprodução
-
Disputa sobre Nossa Senhora domina reta final da campanha eleitoral
-
Com gol no fim, seleção holandesa arranca empate com Grécia na Liga das Nações
-
Confrontos entre estudantes e polícia no Chile em protesto contra possíveis cortes na educação
-
Noruega de Haaland perde para País de Gales e se complica na Liga das Nações
-
Sem CR7, Portugal vence Dinamarca na Liga das Nações
-
Presidente da Disney fala sobre onda de demissões: "Temos que sobreviver"
-
AGU pede investigação de suposto plano dos EUA para financiar agenda da extrema direita no Brasil
-
Condenada à morte se encontra em estado crítico após execução fracassada nos EUA
-
FMI aconselha Argentina a estender benefícios do crescimento aos trabalhadores
-
Ataque com arma branca em escola do México deixa um morto e três feridos
-
Eritreia e Etiópia rompem relações diplomáticas
-
Agentes da OpenAI fora de controle tentaram apagar rastros de suas ações, diz relatório
-
Messi compra oficialmente o Eldense, clube da segunda divisão espanhola
-
Futuro de CR7 na seleção portuguesa fica incerto após craque abandonar concentração
-
Execução fracassada nos EUA reacende apelos pela abolição da pena de morte
-
Disputa sobre Nossa Senhora Aparecida domina reta final da campanha eleitoral
-
'Felizmente não fiz só isso', diz Zidane sobre cabeçada em Materazzi
-
Família de mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA processa governo Trump
-
Arrascaeta é operado com sucesso após fratura no punho esquerdo
-
Caso de brasileiro leva Suprema Corte dos EUA a revisar detenções de imigrantes sem fiança
Milei estreia em Davos após intrigar o mundo com seu plano libertário para a Argentina
Javier Milei se apresenta esta semana perante as elites econômicas e políticas de Davos, em sua primeira viagem ao exterior como presidente de uma Argentina em crise, liderando um experimento libertário que desperta curiosidade internacional.
Milei chegará na terça-feira à estação de esqui suíça para falar no dia seguinte no Fórum Econômico Mundial. Ele viaja em um avião comercial, em sintonia com sua política de austeridade, com uma pequena comitiva e pouco tempo.
"Há mais de 60 pedidos de reuniões bilaterais", disse o presidente antes de viajar. "Não tenho como responder fisicamente a uma demanda tão grande".
Esse economista ultraliberal de 53 anos, que assumiu o poder há pouco mais de um mês, é uma das figuras mais proeminentes desta edição do fórum, que reúne mais de 100 líderes governamentais, empresários e economistas, entre outras personalidades.
"O que Milei busca em Davos é gerar confiança no establishment econômico internacional. Ele é uma figura que não gera muita confiança", disse Alejandro Frankel, professor de política internacional da Universidade Nacional de San Martín, à AFP. "Ele busca se mostrar como alguém confiável e apresentar seu programa econômico como amigável para os investimentos globais."
Milei foi internacionalmente associado ao "populismo de direita e ideias bastante extremistas, como dolarizar a economia", acrescentou o especialista. Por isso, o presidente argentino "é uma grande incógnita que o restante dos líderes e figuras da economia global querem decifrar".
Sua única reunião confirmada é na quarta-feira com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, uma semana depois de Argentina e o organismo alcançarem um acordo técnico para reativar um programa de crédito de US$ 44 bilhões (R$ 214 bilhões).
Essa dívida é a maior de um país com o organismo multilateral, em conjunto com uma das inflações mais altas do mundo (211% em 2023).
"Comemoramos o interesse que esse novo governo está gerando nas potências, [por parte de atores] que entendem que voltamos a abraçar as vias da liberdade e a respeitar o sistema capitalista", disse nesta segunda-feira o porta-voz presidencial Manuel Adorni.
- Brics e China -
Milei chamou atenção internacional como "outsider" e por ter vencido uma eleição prometendo cortes drásticos de gastos.
Seu lema "não há dinheiro" virou um meme e um refrão. Ele o acompanha em suas medidas: suspendeu obras públicas, não renovou contratos de trabalho do Estado, reduziu pela metade os ministérios, desvalorizou o peso em mais de 50%, liberou os preços dos combustíveis e as importações, eliminou os controles de preços e revogou a lei que regulava os aluguéis.
Essas decisões e sua personalidade explosiva despertaram a curiosidade de empresários como o magnata Elon Musk, com quem costuma trocar mensagens calorosas no Twitter.
Suas declarações como candidato foram polêmicas: afirmou que Estados Unidos e Israel seriam seus melhores aliados e que não faria negócios com "nenhum comunista", referindo-se ao Brasil e à China, que, no entanto, são os principais parceiros comerciais da Argentina.
Dias depois de assumir, Milei renunciou a fazer parte do grupo dos Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Essa decisão "expressa uma visão arcaica e maniqueísta de um mundo bipolar que já não existe", considerou Florencia Rubiolo, especialista em relações internacionais do centro de estudos Insight 21.
Sua visão "binária" da política externa corre o risco de ser também "ineficaz", porque se afastar do Brasil e da China é arriscado, de acordo com a especialista. É "curioso" que ele escolha a Suíça, e não o Brasil, como seu primeiro destino internacional.
No entanto, segundo Frenkel, Milei está tentando se mostrar como uma figura "um pouco mais cooperativa" nos últimos dias, apesar de algumas falhas na política externa.
Na semana passada, as relações com Pequim se tensionaram devido a relatos de que a chanceler argentina, Diana Mondino, havia se reunido com o representante de negócios de Taiwan, algo que o governo negou. Finalmente, a ministra e o embaixador chinês, Wang Wei, se encontraram para dar à imprensa sinais de amizade.
A China considera Taiwan como parte de seu território, e o reconhecimento deste como país por outras nações é motivo de ruptura de relações diplomáticas com Pequim.
"A política externa de Milei neste primeiro mês de governo mostrou uma falta absoluta de experiência e conhecimento, refletida no caso de Taiwan", disse Rubiolo, para quem o governo está se conduzindo por "tentativa e erro".
K.Hill--AT