-
Disputa sobre Nossa Senhora domina reta final da campanha pela Presidência
-
Polícia descarta bomba após bolsa ser jogada em frente ao STF
-
Quatro novos tripulantes chegam à Estação Espacial Internacional
-
Venezuelano baleado pelo ICE tem projétil removido vários dias após disparo
-
OpenAI demite três funcionários por manuseio incorreto de informações sensíveis
-
Juiz nega absolvição de mãe que matou três filhos nos EUA
-
Ministros de Comércio do G20 não chegam a consenso para enfrentar superprodução
-
Disputa sobre Nossa Senhora domina reta final da campanha eleitoral
-
Com gol no fim, seleção holandesa arranca empate com Grécia na Liga das Nações
-
Confrontos entre estudantes e polícia no Chile em protesto contra possíveis cortes na educação
-
Noruega de Haaland perde para País de Gales e se complica na Liga das Nações
-
Sem CR7, Portugal vence Dinamarca na Liga das Nações
-
Presidente da Disney fala sobre onda de demissões: "Temos que sobreviver"
-
AGU pede investigação de suposto plano dos EUA para financiar agenda da extrema direita no Brasil
-
Condenada à morte se encontra em estado crítico após execução fracassada nos EUA
-
FMI aconselha Argentina a estender benefícios do crescimento aos trabalhadores
-
Ataque com arma branca em escola do México deixa um morto e três feridos
-
Eritreia e Etiópia rompem relações diplomáticas
-
Agentes da OpenAI fora de controle tentaram apagar rastros de suas ações, diz relatório
-
Messi compra oficialmente o Eldense, clube da segunda divisão espanhola
-
Futuro de CR7 na seleção portuguesa fica incerto após craque abandonar concentração
-
Execução fracassada nos EUA reacende apelos pela abolição da pena de morte
-
Disputa sobre Nossa Senhora Aparecida domina reta final da campanha eleitoral
-
'Felizmente não fiz só isso', diz Zidane sobre cabeçada em Materazzi
-
Família de mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA processa governo Trump
-
Arrascaeta é operado com sucesso após fratura no punho esquerdo
-
Caso de brasileiro leva Suprema Corte dos EUA a revisar detenções de imigrantes sem fiança
-
Zverev retorna ao circuito com vitória na estreia no ATP 500 de Pequim
-
Putin adverte que Rússia usará 'todos os tipos de armas' caso enclave de Kaliningrado seja atacado
-
Alto funcionário da FAO diz ter sido afastado por criticar ações de Israel em Gaza
-
Netanyahu aponta doutrinação 'islamista radical' de copiloto envolvido em incidente em voo para Israel
-
Alcaraz vence em estreia no ATP 500 de Tóquio; Nishikori se aposeta do tênis
-
Haaland processa companhia aérea por uso indevido de seu rabo de cavalo
-
Milei oferece à Europa uma Argentina com 'energia abundante'; TotalEnergies anuncia investimento bilionário
-
Equador de Gallardo perde nos pênaltis para o Japão na Copa Kirin
-
Cinco pontos-chave sobre os Prêmios Nobel
-
Kenneth Branagh expõe cicatrizes da guerra do Iraque em 'Atonement'
-
Futebol brasileiro enfrenta desafio de romper o ciclo de violência contra as mulheres
-
Após saga Trump, temporada do Nobel começa sob cautela redobrada
-
Ucrânia recupera terreno no leste com contraofensiva (análise AFP)
-
Bolívia investiga procurador-geral detido após sanções dos EUA por tráfico de drogas
-
Governo francês propõe forte ajuste fiscal no orçamento de 2027
-
TSE ordena remoção de mensagens falsas sobre Nossa Senhora Aparecida
-
Milei oferece à Europa uma Argentina com 'energia abundante' e 'longe' de conflitos
-
Tom Cruise esquece os heróis de ação na sátira ecológica 'Digger'
-
Vendas de livro acusado de usar IA aumentam na França
-
EAU investiga possível pista 'terrorista' após incidente em voo para Israel
-
ALEX BODI VE ALMAN ŞİRKETLER GRUBUNDAN HALLE’DE 166 DAİREYE YATIRIM
-
ALEX BODI DAN KONGLOMERAT JERMAN BERINVESTASI PADA 166 UNIT HUNIAN DI HALLE
-
อเล็กซ์ โบดี และกลุ่มบริษัทจากเยอรมนีลงทุนในอพาร์ตเมนต์ 166 ยูนิตที่เมืองฮัลเลอ
Os desafios de 'Lula 3' após primeiro ano de conquistas e polêmicas
Lula encerra o primeiro ano de seu terceiro mandato presidencial com alguns sucessos na área ambiental, especialmente na redução do desmatamento na Amazônia, mas também com polêmicas e muitos desafios, sobretudo diante da incerteza econômica.
Eleito por menos de dois pontos percentuais sobre seu antecessor, Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva teve um início de terceiro mandato tumultuado, depois de comandar o país com alta popularidade entre 2003 e 2010.
Uma semana após sua posse, em 8 de janeiro, milhares de seguidores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, insatisfeitos com sua vitória eleitoral.
"Lula não teve uma lua de mel no primeiro semestre, teve esse Congresso hostil", avalia André Rosa, cientista político da Universidade de Brasília.
Isso não impediu seu governo de relançar programas sociais importantes, respaldado por uma economia em recuperação.
De acordo com uma pesquisa publicada este mês pelo instituto Datafolha, Lula, de 78 anos, tem o apoio de 38% dos brasileiros.
A cifra é inferior à do final do primeiro ano de seu primeiro mandato (42%), mas supera a de Bolsonaro no mesmo momento, em dezembro de 2019 (30%).
“Estamos chegando ao final de 2023 numa situação muito boa. Excepcional se a gente levar em conta a realidade que nós pegamos esse país", comemorou o presidente após sua última reunião de gabinete do ano.
Mas o balanço está cheio de contrastes.
- Paradoxo ambiental -
No lado positivo, o desmatamento na Amazônia diminuiu pela metade de janeiro a novembro em comparação com os 11 primeiros meses de 2022.
Para Suely Araújo, do Observatório do Clima, isso se deve à "intensificação da fiscalização pelo Ibama", que havia sofrido cortes orçamentários e de pessoal no governo de Bolsonaro.
Lula, que prometeu acabar com o desmatamento até 2030, também homologou oito novas reservas indígenas, consideradas por cientistas como fundamentais na luta contra o aquecimento global.
No entanto, se a situação melhorou na maior floresta tropical do planeta, piorou no Cerrado, a extensa savana rica em biodiversidade localizada ao sul da Amazônia.
E o governo não desistiu de projetos de exploração de petróleo e gás, além de anunciar durante a conferência climática da ONU, a COP28, sua intenção de integrar a Opep+.
“O Brasil não conseguirá acumular o papel de líder climático e integrar a Opep, mesmo que seja a Opep+. São funções incompatíveis”, afirma Araújo.
- Viajante controverso -
Visitas oficiais aos Estados Unidos e à China, participação na cúpula dos Brics na África do Sul e do G7 no Japão: Lula fez dezenas de viagens este ano para mostrar que o Brasil voltou ao cenário internacional.
“Ele se destacou na diplomacia internacional, com as relações diplomáticas que estavam um pouco deterioradas por conta da pandemia e da última gestão presidencial”, aponta André Rosa.
Mas suas declarações sobre assuntos altamente sensíveis provocaram controvérsias.
Lula reiterou que Rússia e Ucrânia compartilham responsabilidade pela guerra, afirmou que o tratamento de Israel a crianças e mulheres em Gaza em resposta aos ataques do Hamas era "igual ao terrorismo" e defendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chamando as denúncias de autoritarismo contra ele de "narrativa".
- Desaceleração à vista -
Até agora, a economia sorriu para o governo Lula e o ministro Fernando Haddad: o PIB teve um desempenho melhor do que o esperado nos três primeiros trimestres, e espera-se um crescimento de 3% em 2023.
O desemprego está no nível mais baixo desde 2015, a inflação parece controlada abaixo de 5%, e o Banco Central reduziu quatro vezes consecutivas a Selic, a taxa básica de juros, após meses de críticas de Lula por mantê-la inalterada em 13,75%.
Porém, com expectativas de desaceleração econômica em 2024 (+1,7%), os economistas calculam que o governo pode ter problemas para equilibrar as contas públicas.
O ano terminou com a aprovação no Congresso de uma reforma tributária geral reivindicada pelo setor empresarial há mais de 30 anos.
A reforma foi elogiada pela agência de classificação S&P Global, que elevou a nota da dívida soberana do Brasil de BB- para BB, como já havia feito a Fitch em julho.
Em 2024, Lula terá que se concentrar na política doméstica, com vistas às eleições municipais de outubro.
E terá que lidar com o problema da segurança pública, após um ano marcado por ondas de violência e criminalidade nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia.
E.Flores--AT