-
EUA reforça sanções contra Cuba
-
Pacífico mexicano resiste a passagem de furacão
-
OpenAI busca se tornar hub de IA em meio a crescentes temores sobre segurança
-
Líderes da IA prometem se autorregular após reunião com Trump
-
Prefeito anuncia medidas contra antissemitismo em Nova York
-
Inglaterra se recupera e vence República Tcheca (2-0) na Liga das Nações
-
Acusada de ataque contra casa de Rihanna está apta a ser julgada, diz juíza
-
Venezuelano baleado pelo ICE no Texas responde a crimes com penas de até 20 anos de prisão
-
Com 2 de Yamal, Espanha goleia Croácia (4-1) na Liga das Nações
-
Colonos israelenses atacam aldeia na Cisjordânia e incendeiam duas casas
-
Trump defende "autorregulação" da inteligência artificial diante de líderes do setor
-
Scaloni diz que há 'predisposição de ambas as partes' para continuar na Argentina
-
Queda de braço entre Fifa e Uefa ganha novo capítulo
-
Sob pressão de protestos, Espanha anuncia medidas para combater crise habitacional
-
Investigação descarta explosivos em possível plano de ataque a base britânica
-
Roubo de celulares no Brasil, um pesadelo de segurança em cada bolso
-
Mãe americana que matou os 3 filhos busca absolvição após ter julgamento anulado
-
OpenAI lança modelo de IA mais barato após descartar outro considerado inseguro
-
Malásia começa a repatriar milhares de migrantes de Mianmar
-
'O futebol não precisa de imperadores', diz presidente da Uefa sobre Infantino
-
Advogada de centro-direita é a primeira mulher chefe de Governo do Marrocos
-
Tensão social aumenta na França com greve de funcionários e protesto estudantil
-
Premier League considera Manchester City culpado de infrações financeiras 'graves'
-
Pacífico mexicano resiste à passagem do furacão Polo
-
Lula sanciona lei de incentivo ao futebol feminino a um ano da Copa do Mundo no Brasil
-
Emissário russo se reuniu com funcionários dos EUA para tratar da Ucrânia
-
Burnham vai propor 'diferentes opções' para as relações entre Reino Unido e UE
-
Com coleção folk e floral, Anderson reafirma seu estilo na Dior
-
ONU prorroga por seis meses missão da força antigangues no Haiti
-
UE espera preços da energia 'muito elevados' neste inverno
-
Às vésperas das eleições, Lula se inspira em Bad Bunny para criticar Trump
-
Aston Martin confirma Alonso e Stroll como pilotos para temporada 2027
-
Diretor da Torre Eiffel deixará cargo por afastar funcionárias durante visita
-
Desemprego no Brasil se mantém em mínimo histórico às vésperas da eleição
-
Aluno mata professora em ataque com faca na Eslováquia
-
Ancelotti testa jogadores e Brasil vence a Austrália por 4-2 em amistoso
-
Homem que passou décadas no corredor da morte nos EUA é libertado
-
Sob pressão de protestos, Espanha anuncia medidas para combater a crise habitacional
-
Deserções em queda livre na Coreia do Norte
-
Irã ameaça com mais ataques e aguarda resposta dos Estados Unidos sobre Ormuz
-
Mistério no Reino Unido após libertação de suspeitos de planejar atacar base militar
-
Executivos da IA se reúnem com Trump na Casa Branca
-
Cortes ameaçam suspender ajuda a mais de 8 milhões de refugiados, alerta ONU
-
Fifa acusa Uefa de campanha de desinformação sobre projeto frustrado de capital privado
-
Coreia do Sul denuncia 'violação do armistício' em zona desmilitarizada com o Norte
-
Senado americano aprova reforma histórica do esporte universitário
-
Furacão Polo atinge o México
-
Irã afirma que aguarda resposta dos Estados Unidos sobre plano para reabrir Ormuz
Luiz Barsi, o 'Warren Buffett' brasileiro que saiu da pobreza
Para Luiz Barsi, ser rico não foi um objetivo, mas uma consequência de sua determinação de "não voltar a ser pobre". Aos 84 anos, este brasileiro é um dos homens mais ricos do país, graças a um desempenho excepcional na bolsa.
Conhecido como "o Warren Buffett brasileiro" por sua influência no mercado de valores de São Paulo, Barsi construiu do zero um patrimônio de 4 bilhões de reais, segundo estimativa da revista Forbes, seguindo um método que ensina como seu legado.
No entanto, continua trabalhando todos os dias por "vício" e porque "a roda não pode parar", conta à AFP este homem de óculos e cabelos brancos, em uma sala de seus escritórios no centro da capital paulista.
"Se eu parar, volto a ser quem eu era", afirma o bilionário, um dos maiores investidores individuais na B3, a bolsa mais importante da América Latina.
Nascido em São Paulo, foi o único filho de um casal de descendentes de imigrantes europeus.
Perdeu o pai com um ano de idade e teve que se virar com sua mãe para subsistir, vivendo até os 20 anos em um cortiço no bairro operário do Brás.
"Voltar todo dia para o [cortiço do] Quintalão era um lembrete constante de que eu precisava desesperadamente melhorar de vida", conta Barsi em sua autobiografia, publicada em 2022.
Ele vendeu balas no cinema, foi engraxate e mensageiro em uma empresa, sem descuidar dos estudos, até se formar em direito, economia e contabilidade.
- O senhor dos dividendos -
Vestindo camisa polo listrada, calças e chapéu, ele não aparenta ser detentor da fortuna que começou a acumular desde que as ações eram compradas e vendidas aos gritos, no final dos anos 1960.
Barsi afirma que um bom investidor deve "controlar seu ego" e tem um estilo de vida austero.
Há mais de cinco décadas, começou a buscar "novas formas de ganhar dinheiro, com pouco para investir", enquanto trabalhava como auditor de empresas, separado da primeira mulher e com quatro filhos para sustentar (Ele teve outra filha do segundo casamento).
Atualmente, recebe cerca de um milhão de reais por dia em dividendos pagos por empresas das quais é acionista, estima sua filha Louise, presente na entrevista.
Ele conseguiu chegar lá com "disciplina" e "poucos erros", além de tempo. "Ninguém fica rico da noite pro dia", afirma.
Barsi se considera "um pequeno dono" de empresas como a Klabin, a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, e do banco Santander, entre outras companhias das quais é acionista.
Com estas palavras, resume uma filosofia que, garante, contrasta com a de grande parte dos quase cinco milhões de investidores individuais que operam na bolsa de São Paulo.
"A bolsa está lotada de especuladores, tem pouquíssimos investidores. Virou um cassino de valores", tentando lucrar com a valorização de ações a curto prazo.
A receita que Barsi ensina, através de uma plataforma educacional ("Ações garantem futuro"), cofundada por sua filha Louise, consiste em formar uma carteira com grande quantidade de ações de empresas, adquiridas a preços baixos em setores "perenes" (como energia, bancos ou celulose).
E o principal: estas devem garantir um lucro mensal em dividendos, explica Barsi, que descarta opções com renda fixa, cujo retorno considera pequeno, ou criptomoedas, que define como uma "fantasia".
- "Rei" versus "imperador" -
O método lhe permitiu se sair geralmente bem dos altos e baixos da economia nacional desde 1970. "Meu sucesso foi nunca acreditar no governo, e acreditar no mercado", afirma.
Ele chegou, inclusive, a recusar convites para entrar para a política. "Eu gosto da grana, mas não dos cargos", diz Barsi.
Barsi critica os governantes, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, visto com simpatia pelo mercado, embora apenas o considere "menos pior" que o presidente atual, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Este governo é de esquerda. O DNA dos governos de esquerda não é investir na geração de riqueza, mas no social. O governo de esquerda distribui o que não tem, o que não cria, o que não gera, apoderando-se das riquezas que são fáceis de serem apoderadas", afirma.
Um projeto para taxas fundos de 'super ricos' e empresas offshore avança no Congresso, enquanto se analisa a taxação de dividendos.
"Lula se tornou mais imperador do que presidente", sentencia Barsi. No Brasil, "já temos muito imposto". Com mais, "o pouco que tem aqui [de investimentos], vai embora", adverte.
E.Hall--AT