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Ainda é possível evitar paralisação orçamentária nos EUA, afirma governo
A Casa Branca afirmou, nesta sexta-feira (29), que ainda é possível evitar a paralisia orçamentária ou "shutdown" do governo, e sinalizou que os republicanos de linha dura são os responsáveis por resolver o impasse.
"Ainda há chance", disse a diretora do Escritório de Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês), Shalanda Young, durante coletiva de imprensa. "Sou otimista (...) Ainda temos um dia e meio para encontrar o que se precisa para aprovar o acordo", que foi oferecido aos republicanos da Câmara de Representantes para evitar a paralisação dos serviços públicos, acrescentou.
Os Estados Unidos estão prestes a sofrer uma paralisia orçamentária por uma batalha política na Câmara dos Representantes do Congresso. Sem uma nova lei orçamentária, com a atual expirando em 30 de setembro a meia-noite, o Estado federal começará a ficar sem fundos para funcionar.
Salvo um acordo de último minuto, uma alternativa que parece impossível, a maior economia do mundo funcionará pela metade a partir de segunda-feira: 1,5 milhão de funcionários estarão em desemprego técnico, o tráfego aéreo será afetado e os parques nacionais fecharão.
Esta semana, o Senado fechou um compromisso de curto prazo que daria mais tempo aos legisladores para um acordo definitivo, mas na Câmara dos Representantes, a inciativa fracassaria: partidários de Donald Trump rejeitam apoiar qualquer texto que inclua ajuda financeira à Ucrânia, como deseja a Casa Branca.
A crise ameaça diretamente o país do leste europeu. A Casa Branca quer que a lei orçamentária inclua 24 bilhões de dólares (quase R$ 121 bilhões) de ajuda militar e humanitária a Kiev.
São os mesmos legisladores partidários da ortodoxia orçamentária que levaram os Estados Unidos ao limiar do default há quatro meses.
A exígua maioria que os republicanos têm na Câmara Baixa dar um poder desproporcional a esses representantes.
A ordem do ex-presidente republicano Donald Trump, que busca voltar à Casa Branca em 2024, foi de "paralisar" o governo a menos que "todas" suas demandas orçamentárias em debate no Congresso sejam aprovadas.
D.Lopez--AT