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'Bidenomics': a expressão para convencer eleitores do sucesso da economia
"Bidenomics" é o termo com o qual o presidente Joe Biden espera convencer os eleitores de que sua política econômica teve êxito, no caminho para a eleição presidencial de 2024.
- Centenas de bilhões -
Ao cunhar o termo "Bidenomics", os assessores de Biden esperam dar visibilidade às conquistas do governo do presidente democrata que, aos 80 anos, buscará a reeleição apesar de um índice de popularidade bastante baixo.
Trata-se de promover as iniciativas lançadas nos dois primeiros anos do atual governo, antes de Biden perder o controle da Câmara de Representantes (Deputados).
Primeiro, houve o "American Rescue Plan" ("Plano de Resgate Americano"), um pacote colossal de US$ 1,9 trilhão (9,2 trilhões de reais, na cotação atual) votado no Congresso logo após a posse do democrata para ajudar a economia atingida pela pandemia.
Depois veio um programa de obras de infraestrutura: pontes, rodovias, redes de internet... Total: 550 bilhões de dólares (2,6 trilhões de reais na cotação atual).
A "Inflation Reduction Act" ("Lei de Redução da Inflação") é um programa de 430 bilhões de dólares (2,08 trilhões de reais na cotação atual) destinado a acelerar a transição energética, mas, acima de tudo, para promover produtos "Made in America". Também reduz algumas despesas de saúde da família.
A "CHIPS Act" é a mais recente iniciativa da lista, que, com 280 bilhões de dólares (1,35 trilhão de reais na cotação atual) em dez anos, visa a incentivar a instalação de plantas tecnológicas de ponta nos Estados Unidos.
- Reativação -
"A estratégia do presidente incentivou a maior reativação de todas as grandes economias do mundo": essa é a mensagem lançada pela Casa Branca em um memorando recente.
O FMI espera que os Estados Unidos cresçam 1,6% este ano, o dobro da Zona do Euro. E o desemprego voltou aos níveis pré-pandêmicos, abaixo de 4%. Os dados da Casa Branca são de que 14 milhões de postos de trabalho foram criados durante o governo Biden.
Mas, de acordo com uma pesquisa CBS News/YouGov do início de junho, 63% da população acredita que a economia está indo mal, ou muito mal.
- Biden x Reagan -
O termo "Bidenomics" é uma referência direta a "Reaganomics", o programa econômico de Ronald Reagan na década de 1980, mas com uma lógica diferente.
Reagan aplicou reformas liberais, com cortes de impostos e austeridade fiscal. Biden, por sua vez, mira na "reconstrução" da economia "de baixo para cima", o que significa apoiar a demanda das classes média e baixa, em vez de apostar em que empresários e grandes fortunas sustentem a recuperação.
- Estratégia de risco -
Apostar na economia e no emprego tem os seus riscos. Após uma forte recuperação da pandemia do coronavírus, os Estados Unidos não estão a salvo de uma recessão, que pode ter um efeito bumerangue para Biden.
O contexto de altas taxas de juros para combater a inflação é um freio procurado à demanda. A inflação está se moderando gradualmente, mas as taxas, de acordo com o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), podem continuar subindo.
Segundo pesquisa do Pew Research Center, o custo de vida é a principal preocupação dos americanos.
R.Chavez--AT