-
Terremoto deixou mais de 240 mortos na Colômbia; buscas continuam
-
Polícia da Bolívia intercepta ônibus com maconha destinado ao São Paulo
-
Atual campeão, Ben Shelton vence Mensik e vai às semifinais do Masters 1000 do Canadá
-
Fluminense empata em casa com Independiente Rivadavia (0-0) na ida das oitavas da Libertadores
-
Gauff avança às semifinais do WTA 1000 de Toronto após desistência de Bencic
-
Palmeiras se prepara para enfrentar retranca do Cerro Porteño nas oitavas da Libertadores
-
Parentes denunciam julgamento de veteranos de guerra acusados de conspirar contra posse de Bukele
-
Pogba sofre nova lesão que levanta dúvidas sobre seu futuro
-
Parentes denunciam julgamento de veteranos de guerra acusados de conspirar contra Bukele
-
Desemprego juvenil no mundo aumentou em 2025
-
EUA anuncia novas conversas entre Israel e Líbano para setembro
-
Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez se casam em Portugal
-
Jódar vence Fils em Montreal e vai a sua primeira semifinal de Masters 1000
-
Troca de avião misteriosa de Trump gera questionamentos nos EUA
-
Maradona apresentava "sinais de alerta" que foram ignorados, diz legista
-
Alexis Sánchez chega à MLS para liderar o CF Montreal
-
Califórnia acusa Paramount de "chantagem" por supostos planos de sair do estado
-
Sem reforços, Flamengo retoma a Libertadores contra o Cruzeiro
-
Corinthians anuncia saída de Memphis Depay por razões econômicas
-
Empresa de IA Manus retoma operação independente após bloqueio chinês a acordo com Meta
-
Democratas votam em estados-chave dos EUA em meio a disputa ideológica interna
-
Argentina restringirá atendimento médico gratuito de estrangeiros não residentes
-
Por que o Oriente Médio deixa mercado petrolífero com nervos à flor da pele?
-
Pereira, a "cidade zumbi" devastada por um terremoto na Colômbia
-
Brandon Nakashima é o primeiro semifinalista do Masters 1000 de Montreal
-
Socorristas buscam sobreviventes de terremoto na Colômbia
-
Projeto imobiliário em Berlim ameaça bunker da última residêndia de Hitler
-
A inesperada sorte do dono de um card colecionável de Cooper Flagg
-
Líbano se torna primeiro país do Oriente Médio a abolir pena de morte
-
Grupos de direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
Governo iemenita acusa rebeldes houthis de ataque letal contra navio no Mar Vermelho
-
Policia espanhola desmantela rede acusada de tráfico de meninas migrantes
-
Bayer Leverkusen anuncia contratação do argentino Facundo Medina
-
Veto do governo talibã deixa 2,4 milhões de afegãs sem acesso ao ensino médio
-
Spotify lançará selo para identificar música criada com IA
-
Árbitro somali excluído da Copa do Mundo vai apitar final da Supercopa da Uefa
-
Meta e TikTok vão reforçar verificação de fatos após crise em Ceuta
-
Iêmen reporta quatro mortes em ataque de houthis contra navio no Mar Vermelho
-
Grupos de defesa dos direitos humanos processam Trump por sanções ao TPI
-
PSG e Aston Villa abrem temporada europeia na Supercopa da Uefa
-
Ex-juiz destituído por Orbán se torna presidente da Hungria
-
Bairros negros de Memphis se revoltam contra contaminação de centros de dados de Musk
-
Corrida por óculos especiais marca preparação para eclipse solar na Europa
-
Benoît Castel, premiado como melhor confeiteiro do mundo, honra suas raízes artesanais
-
Epidemia de ebola supera 2 mil mortes na RD Congo e se aproxima do surto mais letal
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto
-
Inflação no Brasil recua em julho e fica dentro da meta oficial
-
Preparativos de petroleira dos EUA na Groenlândia geram preocupação
-
Águas-vivas forçam paralisação de três reatores nucleares na França
-
Colômbia prossegue com buscas por sobreviventes após terremoto que matou 169 pessoas
ONG Aldeias Infantis SOS acobertou casos de abuso sexual
Da América Latina à Ásia, a ONG internacional Aldeias Infantis SOS acobertou inúmeros casos de violência sexual e de corrupção desde a década de 1980 — revela um relatório publicado nesta quarta-feira (7).
Em entrevista à AFP, sua diretora-geral, Ingrid Johansen, disse que o documento foi "difícil de ler" para os funcionários, mas mostra um desejo de "transparência".
Ao assumir a organização em 2021, a escandinava se comprometeu a "reparar os erros do passado" e trabalhar duro para reconquistar a confiança dos doadores. Como parte desse processo, uma auditoria independente foi encomendada a uma equipe liderada por Willy Mutunga, ex-presidente do Tribunal Supremo do Quênia.
O objetivo foi elucidar uma série de casos de maus-tratos na organização, fundada em 1949 na Áustria para ajudar órfãos e crianças que não recebiam cuidados adequados de suas famílias.
Com 2,5 milhões de crianças e suas famílias registradas em 137 países e territórios em 2022, a Aldeias Infantis SOS se descreve como "a maior organização do gênero no mundo".
- 'Cultura do medo' -
Integrada por 10 membros, a comissão de investigação visitou uma dezena de países, consultou milhares de arquivos e fez 188 entrevistas com supostas vítimas, ex-diretores e atuais supervisores.
O relatório de 262 páginas é assustador.
"Confirmamos graves acusações de abusos cometidos contra menores em vários países", afirma o texto consultado pela AFP.
Foram documentados "inúmeros casos de gravidez infantil" resultantes, em particular, de estupro, e de meninas que sofreram "abortos forçados, sem o consentimento das famílias".
O relatório cita o caso de um doador que foi recebido em um centro no Nepal, "contra o regulamento" e abusou de garotos entre 2010 e 2014. Um deles chegou a ser enviado para a Áustria para visitá-lo.
Vários escândalos foram acobertados; denunciantes, intimidados; e provas, destruídas.
Também é citado o caso do Panamá, onde a comissão descreve uma "cultura do medo". O relatório se refere ao caso de uma vítima que foi forçada a se retratar, colocada em regime de isolamento e forçada a deixar o país.
De um modo geral, revela-se uma “vontade de proteger a organização”, em detrimento dos interesses das crianças.
- Crianças separadas de suas famílias -
Além do Nepal e do Panamá, os investigadores identificaram problemas significativos no Camboja, Quênia, Serra Leoa e Síria.
Na Síria, um país em guerra, a ONG acolheu, desde 2015, crianças separadas de suas famílias à força, pertencentes à oposição ao governo de Bashar al-Assad.
"Agora estão reunidos com suas famílias", disse Johansen.
Recentemente, a filial russa da ONG foi suspensa, depois que a imprensa divulgou acusações de que Moscou havia recebido crianças ucranianas que provavelmente foram "deportadas".
“Como se trata de uma acusação grave, a medida será mantida até termos 100% de certeza de que tudo está em ordem”, frisou a diretora.
Além dos casos de maus-tratos, o documento detalha um "número significativo" de casos de fraudes, abuso de poder e irregularidades na cessão de contratos, que em alguns casos chegam a "milhões de dólares".
A ONG quer rever toda sua organização. Para isso, criou um cargo de defensor dos direitos, substituiu mais de metade da equipe diretora e reforçou os centros de acolhimento. Além disso, cerca de 500 vítimas receberam apoio psicológico, logístico, ou financeiro, individualizado.
Mas, "apesar das inúmeras iniciativas", o relatório aponta que as reformas "não foram totalmente implementadas" e que certas "normas da velha estrutura dificultam o trabalho da nova direção".
O.Ortiz--AT