-
Nobel de Medicina de 2026 premia os avanços da optogenética
-
Pedro Sánchez antecipa eleições na Espanha para 29 de novembro
-
Apesar da dificuldade, 'lulistas' confiam em virada contra Flávio Bolsonaro
-
Brasil elegeu Congresso que pode conceder anistia a Jair Bolsonaro
-
Família Bolsonaro se impõe no 1º turno e conquista quatro cadeiras no Congresso
-
Flávio Bolsonaro, o herdeiro da extrema direita que desafia Lula
-
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão 2º turno presidencial
-
Jogadores israelenses usam braçadeira preta em empate contra a Irlanda
-
Líder sérvio da Bósnia Dodik reivindica vitória eleitoral de seu partido e agradece a Trump e Putin
-
Sem CR7, Portugal vence Noruega (2-1) e garante vaga nas quartas da Liga das Nações
-
Flávio Bolsonaro à frente de Lula na apuração do 1º turno presidencial
-
Alemanha fica no 0 a 0 na visita à Grécia e se complica na Liga das Nações
-
Países Baixos vencem Sérvia (2-1) e se aproximam das quartas de final da Liga das Nações
-
Na Amazônia, indígenas votam em Lula e se preocupam com o El Niño
-
Iêmen anuncia operação para recuperar territórios controlados pelos houthis
-
Etiópia controla capital do Tigré e rivais regionais pedem solução pacífica
-
Castigada pela insegurança, Rocinha vota sem esperança
-
Chanel se rende à "Blazymania"
-
Exército etíope controla capital do Tigré, e rivais regionais se reúnem no Egito
-
Rybakina, número um do tênis mundial, desiste do WTA 1000 de Wuhan por lesão
-
Rússia bombardeia Kiev durante visita do chefe de governo alemão
-
Bósnios votam em meio a divisões herdadas da guerra
-
Trump confirma diretor de inteligência nacional como novo czar da IA
-
Iêmen anuncia operação para recuperar território controlado pelos houthis
-
Djokovic elimina Zverev e vai às semifinais do ATP 500 de Pequim
-
Universidade Cornell revisará sua gestão de denúncia de estupro coletivo em 2024
-
Zelensky diz que EUA quer negociações trilaterais com a Rússia em outubro
-
Zona rural da Finlândia se prepara para chegada de 'datar centers' da Google
-
Chuvas torrenciais deixam dois mortos na província de Barcelona
-
Entre 400 e 500 escolas de ensino médio vão suspender aulas na França por segurança
-
Migrantes são desalojados de assentamento em Ceuta antes da visita dos reis espanhóis
EUA embarga First Republic Bank e o vende a JPMorgan
As autoridades financeiras americanas anunciaram, nesta segunda-feira (1º), que assumiram o controle do banco californiano First Republic Bank e o venderam ao JPMorgan Chase, com a esperança de pôr fim a uma crise bancária que começou em março e causou temor no sistema financeiro.
Em virtude do acordo, o JPMorgan, o maior banco dos Estados Unidos, vai recuperar todos os depósitos do First Republic, assim como "quase" todos os seus ativos, de acordo com um comunicado da Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês), uma agência encarregada de garantir os depósitos bancários.
A agência federal calcula que terá que pagar cerca de 13 bilhões de dólares (cerca de 65 bilhões de reais, na cotação atual) para cobrir as perdas do First Republic do fundo de garantia dos depósitos. Esse fundo é financiado por meio de avaliações trimestrais dos bancos segurados.
As 84 sucursais do First Republic poderão reabrir nesta segunda, como de costume.
Essas medidas foram tomadas depois que o regulador da Califórnia designou a FDIC como a administradora do First Republic, para ser vendido imediatamente ao JPMorgan Chase.
O First Republic Bank, com sede em San Francisco, é o segundo maior banco em termos de ativos a colapsar na história dos Estados Unidos, após revelar na semana passada um prejuízo de mais de 100 bilhões de dólares (cerca de 500 bilhões de reais na cotação atual) em depósitos no primeiro trimestre.
Depois que o banco não conseguiu apresentar um plano de resgate satisfatório e suas ações entraram em queda livre, as autoridades intervieram e pediram ofertas de compradores em potencial.
O First Republic permaneceu no limbo durante semanas, após a quebra do Silicon Valley Bank (SVB) em março, o que gerou preocupações de um efeito dominó em outros bancos regionais.
"Esperemos que isso ajude a estabilizar tudo", disse o diretor-executivo do JPMorgan, Jamie Dimon, em coletiva de imprensa por telefone com jornalistas antes da abertura do mercado de valores americano.
Em um evento na Casa Branca nesta segunda, o presidente Joe Biden elogiou a venda desenhada pelo governo.
"Estas medidas vão garantir que o sistema bancário esteja são e salvo", disse Biden. "Todos os depositantes estão sendo protegidos [...] E, o que é mais importante, os contribuintes não serão prejudicados".
- Corrida bancária -
O embargo e a venda do First Republic pelo governo ocorre dois meses depois da liquidação do Silvergate Bank, um dos bancos favoritos das criptomoedas, e da pulverização do SVB, depois de assumir um risco excessivo de taxa de juros.
O Signature Bank, com sede em Nova York, também fechou dias depois do SVB.
Em meio às turbulências nos mercados, o gigante bancário suíço Credit Suisse se tornou uma vítima de alto perfil, quando, após sofrer um tombo na bolsa, foi obrigado pelos reguladores a se fundir com seu concorrente, o UBS.
Para evitar um novo colapso bancário, as autoridades chegaram a um acordo com 11 bancos importantes em março para estender um salva-vidas de 30 bilhões de dólares (150 bilhões de reais, na cotação atual) ao First Republic. Mas isso não foi suficiente para tranquilizar os investidores.
No fechamento na sexta-feira, o First Republic tinha um valor de apenas 654 milhões de dólares (cerca de R$ 3,2 bilhões), abaixo dos mais de 20 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões) no começo do ano e dos 40 bilhões de dólares (US$ 200 bilhões) em seu ponto máximo, em novembro de 2021.
Circularam rumores de um pacote de resgate no final da semana passada, mas nada concreto ocorreu até o anúncio da FDIC nesta segunda, que descreveu a compra do JPMorgan como o resultado de "um processo de licitação altamente competitivo".
"Nosso governo nos convidou e a outros [bancos] para darmos um passo adiante, e foi isso que fizemos", disse Dimon em um comunicado após o anúncio do acordo.
À primeira vista, o First Republic parecia estar bem-posicionado: sabia-se que tinha uma clientela rica que depositava grandes somas. Mas a série de descumprimentos bancários causou inquietação nos clientes, e a maioria dos empréstimos do First Republic eram hipotecas com taxas fixas, que perderam valor devido às altas taxas de juros.
O banco, assim como o SVB, também tinha um alto porcentual de depósitos não garantidos vulneráveis a uma corrida bancária.
Com ativos de 233 bilhões de dólares (1,16 trilhão de reais) no fim de março, o First Republic é o segundo maior banco a entrar em colapso na história dos Estados Unidos, excluindo os bancos de investimentos, como Lehman Brothers, depois da quebra do Washington Mutual durante a crise financeira de 2008.
O Washington Mutual também foi adquirido pelo JPMorgan.
As turbulências no setor bancário acontecem depois de uma mudança na política do Federal Reserve (Fed, banco central) para combater a inflação, com aumentos agressivos das taxas de juros, um giro que causou uma reavaliação significativa dos ativos.
N.Walker--AT