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Lutar contra IA é 'batalha perdida', diz atriz Demi Moore em Cannes
A atriz americana Demi Moore afirmou, nesta segunda-feira (12), no Festival de Cannes, que lutar contra a inteligência artificial (IA) é "uma batalha que vamos perder" e que, por isso, é melhor encontrar caminhos para "trabalhar com ela".
"A IA está aqui", disse a estrela de Hollywood, membro do júri desta edição do festival, quando foi questionada sobre essa nova tecnologia e seu impacto na indústria do cinema.
"Lutar contra isso é travar uma batalha perdida", acrescentou, recordando que "a oposição sempre gera oposição".
Para a intérprete de sucessos dos anos 1990, como "Ghost" e "Proposta Indecente", o melhor é tentar trabalhar com essa nova técnica, em vez de se opor a ela.
"Encontrar maneiras de trabalhar com ela me parece um caminho mais valioso a seguir", destacou durante a coletiva de imprensa do júri.
À pergunta se estamos suficientemente protegidos diante da IA, Moore afirmou não saber a resposta, mas "provavelmente não".
A atriz defendeu, no entanto, que "não há nada a temer", porque "o que ela nunca poderá substituir é aquilo de onde vem a verdadeira arte, que não é físico, porque vem da alma". "Isso nunca conseguirão recriar por meio de algo técnico", concluiu.
Outro membro do júri, o roteirista britânico Paul Laverty, colaborador habitual do cineasta Ken Loach e conhecido por suas posições de esquerda, advertiu, em contrapartida, contra o poder da IA e dos gigantes da tecnologia em geral.
"Estamos começando a perceber que não deveríamos deixar que esses bilionários 'technobros' [profissionais de tecnologia], em sua maioria libertários de direita, ditem como vivemos nossas vidas", ressaltou.
Para Laverty, as empresas de IA e de tecnologia "decidem os algoritmos que afetam nossas vidas da maneira mais profunda [...] e depois partem do princípio de que o resto do mundo vai segui-los e engolir isso, não importa quais sejam as consequências".
A.Moore--AT