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Macron reforma governo francês após saída de ministra da Cultura
O presidente francês, Emmanuel Macron, reformou seu governo, nesta quinta-feira (26), após a demissão, na véspera, da ministra da Cultura, Rachida Dati, candidata conservadora à prefeitura de Paris nas eleições de março.
Dati, de 60 anos, deixou o cargo após dois anos marcados especialmente pelo roubo espetacular de joias no museu do Louvre, em outubro.
Ela será substituída pela ex-presidente do Palácio de Versalhes e conselheira de Macron, Catherine Pégard.
As cinco alterações anunciadas pela Presidência francesa se somam à nomeação, no domingo, de David Amiel como ministro de Contas Públicas, após a polêmica designação de sua antecessora, Amélie de Montchalin, como presidente do Tribunal de Contas.
Macron, cujo segundo mandato termina em meados de 2027, e não poderá disputar a reeleição, optou por manter grande parte do governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, nomeado em setembro, no último ano de seu governo.
As eleições municipais, previstas para 15 e 22 de março, se anunciam como uma prova para as alianças partidárias com vistas às eleições presidenciais de 2027, em meio a um panorama político muito fragmentado e polarizado na França.
Em Paris, a eleição para a sucessão da prefeita, a socialista Anne Hidalgo, se anuncia incerta com até cinco possíveis candidatos ao segundo turno, de acordo com pesquisas de opinião: Emmanuel Grégoire (socialista), Dati, Pierre-Yves Bournazel (centro-direita), Sophia Chikirou (esquerda radical) e Sarah Knafo (extrema-direita).
Apesar de pertencer a um partido da coalizão governista francesa, Bournazel rejeitou qualquer aliança com Dati, que, por sua vez, será julgada em setembro por corrupção e abuso de poder por um suposto caso de tráfico de influência quando era membro do Parlamento Europeu.
Com vistas às eleições presidenciais, a extrema-direita lidera as pesquisas, mas o nome definitivo de seu candidato será conhecido a partir de julho, quando o tribunal de apelação decidir se mantém os cinco anos de inabilitação política impostos à sua líder, Marine Le Pen, por desvio de recursos públicos europeus.
P.Hernandez--AT