-
Cruzeiro vence Corinthians nos pênaltis e conquista Libertadores feminina
-
Milan vence dérbi contra Inter (3-1) e coloca Lazio na liderança
-
Barça goleia Alavés (6-1) e se mantém na liderança, Atlético vence Levante
-
Lewis Hamilton conquista pole position do GP do México de Fórmula 1
-
EUA alerta sobre segurança alimentar em reunião do G20 sem maiores consensos
-
Pulisic renova com Milan até 2031
-
Polônia busca saída para crise institucional
-
Borussia Dortmund arranca empate no fim contra Bayern (2-2) no clássico da Bundesliga
-
Norris supera Antonelli por um milésimo nos últimos treinos livres do GP do México
-
De Minaur vence Zverev e vai enfrentar Alcaraz na final do ATP 500 de Viena
-
Líder iraniano se mostra desafiador diante de EUA e Israel
-
Freiburg, Leipzig e Werder Bremen vencem na Bundesliga
-
Atlético de Madrid vence Levante (2-0) e é líder provisório do Espanhol
-
Marco Rubio afirma que EUA não teve envolvimento na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
-
França tem manifestações multitudinárias com alguns tumultos
-
Manchester City perde para o Brighton (1-0); United afunda diante do Chelsea
-
Alcaraz vence Medvedev e vai à final do ATP 500 de Viena
-
Deslocados da cidade ocupada de Oleshki chegam à Ucrânia
-
França em alerta diante do risco de violência em novas manifestações
-
Alemanha mobiliza a polícia antes de um grande dia de protestos juvenis
-
Presidente da Polônia convoca consultas de emergência devido a crise institucional
-
França mobiliza amplo esquema de segurança diante de novo dia de protestos
Congresso argentino discute ponto por ponto reformas de Milei
A Câmara dos Deputados da Argentina iniciou, nesta terça-feira (6), o debate de cada artigo de um pacote de reformas proposto pelo presidente de extrema direita Javier Milei, após tê-lo aprovado "em geral" e cortado quase metade do texto original na semana passada.
A discussão e votação "artigo por artigo" da chamada "Lei Ônibus" começou com uma exposição de deputados da oposição sobre a repressão policial aos protestos em frente ao Congresso que acompanharam as sessões anteriores, e que resultaram em manifestantes detidos e vários feridos, incluindo jornalistas.
"Onde querem que protestem, se estavam em frente ao Congresso? Haverá mais manifestações", advertiu o deputado de esquerda Nicolás del Caño, ao criticar a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que ordenou a repressão dos protestos, aplicando um novo protocolo que impede os manifestantes de bloquear vias de trânsito.
O governo, com apenas 38 dos 257 deputados, deu um primeiro passo na sexta-feira, quando aliados e opositores de centro-direita apoiaram cerca de 300 artigos da Lei Ônibus, que inclui mudanças econômicas ultraliberais e de ajuste que agora podem ser eliminadas ou modificadas na votação detalhada.
Os deputados devem aprovar ou rejeitar outras reformas de natureza política - como a declaração de emergência em segurança e cortes no financiamento público da ciência e da cultura - que também foram contestadas por diversos blocos da oposição.
No curso das negociações, o governo retirou do projeto o capítulo fiscal, que incluía moratórias, lavagem de dinheiro e impostos sobre exportações, com o objetivo de reduzir o déficit público em 5% para levá-lo a zero este ano, uma meta que decidiu cumprir com ajustes por via executiva.
- "Poderes delegados" -
O partido de Milei, Liberdade Avança (LLA), continuou negociando até o último minuto várias alterações na lei, algumas delas solicitadas por governadores de províncias com deputados que lhes são politicamente leais e que exigem a partilha de impostos para financiar seus gastos correntes.
Outros pontos contestados incluem a concessão a Milei de "poderes delegados" por um ano ou mais, que lhe permitiriam governar por decreto e posterior controle parlamentar, e uma lista de 40 empresas que ele pretende privatizar total ou parcialmente, desde a Aerolíneas Argentinas e o Correio Argentino até meios de comunicação e transporte público.
A "Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos", se obtiver a aprovação completa, será então discutida no Senado, onde a LLA possui apenas 8 das 72 cadeiras e precisa de um apoio opositor ainda maior.
O projeto é complementado pelo Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), um enorme texto com 366 artigos, ditado por Milei para revogar ou reformar centenas de normas e leis, como parte de seu plano de desregular e desestatizar ao máximo o sistema econômico argentino.
Além disso, em suas primeiras medidas, o governo desvalorizou o peso em mais de 50% e liberou todos os preços da economia em dezembro, quando a inflação mensal atingiu 25% e fechou o ano com 211% anual.
Nesta terça-feira, também foi anunciado um aumento de 250% nas tarifas de ônibus e trens da área metropolitana de Buenos Aires, para adequá-las aos níveis que vigoram na maioria das províncias do restante do país.
M.O.Allen--AT