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Epic Games, criadora do Fortnite, demite 16% de sua força de trabalho
A Epic Games, criadora do popular jogo Fortnite, anunciou, nesta quinta-feira (28), mais de 800 demissões como parte de um plano de redução de custos, embora continue gastando dinheiro em sua batalha legal contra a Apple e o Google.
A Epic demitirá cerca de 830 pessoas, o que representa 16% de sua força de trabalho, de acordo com a cópia de um e-mail enviado aos funcionários pelo CEO, Tim Sweeney, e publicado no site da empresa.
"Há algum tempo estamos gastando muito mais dinheiro do que ganhamos, investindo no próximo lançamento da Epic e no crescimento do Fortnite como um ecossistema para criadores, inspirado no metaverso", disse Sweeney aos funcionários.
"Por muito tempo, estive otimista de que poderíamos avançar sem demissões, mas, em retrospecto, percebo que isso não era realista", acrescentou.
O crescimento do Fortnite foi retomado, mas está impulsionado pelo conteúdo dos criadores, o que representa uma parte significativa das receitas da empresa, de acordo com Sweeney, que fundou a Epic Games na década de 1990.
A empresa "continua lutando contra os monopólios de distribuição e as taxas impostas pela Apple e pelo Google", afirmou.
Há anos, a Epic tem travado batalhas legais contra a Apple e o Google nos tribunais devido às regras e taxas impostas por suas respectivas lojas de aplicativos, que permitem aos consumidores baixar jogos como Fortnite em seus smartphones e tablets.
A Epic também decidiu vender a Bandcamp, a loja de música online que adquiriu no início do ano passado, e se separar dos negócios de publicidade de outra unidade, de acordo com o e-mail.
E.Rodriguez--AT