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Rubio encerra viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, encerra nesta quinta-feira (10), no Peru, uma viagem relâmpago pela América Latina, na qual defendeu a intensificação da luta conjunta contra os cartéis de drogas e celebrou o estreitamento de laços com países governados pela direita.
Após visitar Equador e Colômbia, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos se reunirá, em Lima, com a presidente conservadora Keiko Fujimori.
O Peru é o último país a aderir ao Escudo das Américas, a coalizão de países dirigida pelo governo de Donald Trump para combater o tráfico de drogas e o crime organizado na região.
Desde sua posse no fim de julho, o novo governo de Fujimori expressou a disposição de aderir à iniciativa internacional. O número de homicídios no Peru multiplicou por 2,6 entre 2018 e 2025, enquanto as denúncias de extorsão cresceram oito vezes.
O Peru, com 34 milhões de habitantes, é um dos principais produtores mundiais de cocaína. Redes internacionais do narcotráfico operam em seu território.
"Há duas preocupações fundamentais para a maioria dos peruanos, nas quais os Estados Unidos apoiarão o país", disse na quarta-feira o chanceler do Peru, Carlos Espá, após a chegada de Rubio a Lima.
"Em primeiro lugar, a questão da segurança (...), a luta contra organizações criminosas transnacionais. E, em segundo lugar, a questão do fenômeno El Niño. O secretário Rubio vem para fazer anúncios importantes sobre o apoio dos Estados Unidos ao Peru nos dois temas", afirmou.
Na quarta-feira, em Quito, onde se reuniu com o presidente equatoriano Daniel Noboa, o secretário de Estado anunciou que o grupo criminoso 'Los Tiguerones' seria designado como "organização terrorista", o que proíbe o acesso ao sistema financeiro americano e qualquer transação em seu benefício.
Washington já fez o mesmo com outros grupos criminosos equatorianos, assim como com o 'Tren de Aragua', da Venezuela, e com o cartel de Sinaloa, no México.
"Não estamos falando de uma máfia normal, não estamos falando de criminosos, estamos falando de terroristas que (...) em muitos casos têm armas e equipamentos que se parecem com os de um exército nacional", disse Rubio à imprensa.
Rubio também considerou que o México, presidido pela esquerdista Claudia Sheinbaum, deveria fazer mais na luta contra os cartéis de drogas.
A viagem sul-americana de Marco Rubio acontece em meio a uma onda conservadora na América Latina, que levou ao poder políticos de direita alinhados a Trump.
Washington também não esconde a intenção de conter a influência da China, Rússia e Irã na América Latina, sobretudo na Venezuela, uma prioridade definida na estratégia de segurança nacional.
"O hemisfério ocidental não é o 'quintal' de ninguém", afirmou a embaixada da China em Lima em sua conta no X, antes da chegada de Rubio.
F.Ramirez--AT