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Chefe do Comando Sul visita Colômbia, novo aliado dos EUA no combate ao narcotráfico
O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos visita a Colômbia nesta quarta-feira (26) para se reunir com a nova cúpula militar nomeada pelo presidente Abelardo de la Espriella, novo aliado de Donald Trump em sua estratégia de combate ao narcotráfico na América Latina.
No poder desde 7 de agosto, o presidente colombiano promete enfrentar com mão dura os grupos ligados ao narcotráfico com apoio de Washington.
Poucos dias após sua posse, Trump incluiu a Colômbia no chamado Escudo das Américas, coalizão formada por cerca de 20 países da região para combater organizações do tráfico de drogas.
O Comando Sul anunciou nesta quarta-feira a chegada de seu comandante, o general Francis L. Donovan, a Bogotá, “para se reunir com os novos líderes militares do país e discutir esforços conjuntos para combater os narcoterroristas”.
A Colômbia “é um parceiro de longa data na luta contra os cartéis e um líder vital para a segurança regional”, acrescentou o comando, que coordena a partir da Flórida as operações militares dos Estados Unidos para a América Latina e o Caribe.
Mais cedo, De la Espriella participou da cerimônia de promoção da nova cúpula militar, composta por alguns oficiais que haviam sido reformados durante o governo de seu antecessor, o esquerdista Gustavo Petro.
Petro promoveu uma ampla renovação nos altos comandos das Forças Armadas e adotou uma política de paz voltada à negociação do desarmamento dos principais grupos armados ilegais do país.
De la Espriella chegou ao poder prometendo encerrar essas negociações e fortalecer as Forças Armadas em parceria com os Estados Unidos, após os frequentes atritos entre Petro e Trump.
Em 12 de agosto foram autorizadas operações militares conjuntas na guerra contra o narcotráfico. Washington prevê destinar US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) à segurança na Colômbia, maior produtora de cocaína do mundo.
O general Donovan visitou neste ano a Guatemala, o Equador e a Venezuela, após a captura do então presidente Nicolás Maduro e a normalização das relações diplomáticas.
T.Perez--AT