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Julgamento estadual contra Luigi Mangione é adiado após confissão perante juíza federal
O julgamento estadual por homicídio contra Luigi Mangione será adiado depois que ele admitiu perante uma juíza federal ter atirado contra o diretor-executivo de uma grande seguradora de saúde dos Estados Unidos, segundo uma decisão judicial divulgada nesta segunda-feira (17).
Seus advogados pediram o arquivamento das acusações estaduais, argumentando que ele não pode ser julgado duas vezes pelos mesmos fatos. O julgamento estadual pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, estava previsto para começar no próximo mês. No início de dezembro, haverá uma audiência sobre o caso estadual.
Na última sexta-feira, Mangione admitiu ter matado o CEO em uma rua de Manhattan. Ele se declarou culpado das acusações de perseguição perante uma juíza federal. "Na manhã de 4 de dezembro, atirei contra o sr. Thompson em Manhattan e ele morreu", disse.
A sentença será proferida em 18 de dezembro. Os promotores afirmaram que vão pedir a pena de prisão perpétua.
Mangione enfrenta acusações de perseguição em âmbito federal e de homicídio no estado de Nova York. Seus advogados solicitaram, na própria sexta-feira, que o processo estadual fosse arquivado.
"Acabamos de apresentar nosso pedido ao tribunal estadual para explicar por que as acusações devem ser retiradas com base nas garantias de Nova York contra a dupla incriminação", afirmou sua advogada, Karen Friedman Agnifilo.
O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, declarou que está "preparando incansavelmente a busca por uma condenação em juízo" no caso estadual, no qual Mangione mantém sua declaração de inocência.
Tanto as acusações de perseguição quanto as de homicídio podem resultar em prisão perpétua.
O caso aprofundou a divisão em uma opinião pública já polarizada. Setores conservadores, liderados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram uma punição exemplar para Mangione. Por outro lado, muitos simpatizantes de Mangione compareceram ao tribunal federal em Manhattan para manifestar apoio ao réu.
H.Romero--AT