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Colômbia esgota prazo crucial para encontrar sobreviventes de terremoto
O período de 72 horas considerado decisivo para encontrar sobreviventes após o terremoto mortal na Colômbia chegou ao fim nesta quinta-feira (13), enquanto equipes de resgate aceleram as buscas por centenas de desaparecidos.
Máquinas pesadas começaram a remover escombros em locais onde já foi descartada a presença de sobreviventes do terremoto de magnitude 7,4, ocorrido na segunda-feira e que destruiu edifícios, hospitais e escolas em diferentes áreas do oeste do país.
O balanço é de 273 mortos e mais de 3.800 feridos. Outras 377 pessoas estão desaparecidas, segundo a unidade de atendimento a desastres.
"Não se perde a esperança (...) Acho que as pessoas têm força de vontade para resistir vários dias lá embaixo", afirmou Diego Sandoval, um voluntário de 22 anos, perto de um local onde acredita-se que tenha sido ouvido um ruído dentro de um elevador em Pereira, uma das cidades mais afetadas.
Às 7h34 locais (9h34 no horário de Brasília), completaram-se as primeiras 72 horas desde o terremoto, período após o qual as chances de encontrar sobreviventes caem drasticamente.
Em Cali, Valeria Cardona, de 26 anos, procura dois primos. "Temos suspeitas sobre a localização deles, mas não há sinais de vida", explicou.
"A esperança é a última que morre, mas estamos angustiados com uma notícia que não queremos receber", acrescentou.
- Casas destruídas -
Milhares de pessoas levam água, alimentos e medicamentos aos bairros afetados, enquanto dezenas de réplicas e os danos estruturais dificultam os trabalhos de resgate.
Segundo dados oficiais, mais de 11 mil casas foram destruídas e milhares de famílias estão desabrigadas.
O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo três dias antes do terremoto, decretou "emergência econômica", medida que lhe permite criar impostos e modificar o orçamento.
Também anunciou a criação de um fundo com ajuda internacional para atender as vítimas.
- Críticas ao governo -
Com o fim das horas mais críticas para os resgates, o objetivo passa a ser encontrar soluções de moradia para a população afetada. Muitas pessoas passaram as últimas noites ao relento.
"Temos que começar a trabalhar porque as pessoas já não aguentam mais ficar na rua", afirmou a governadora de Valle del Cauca, Dilian Francisca Toro.
O governo também enfrenta críticas por uma suposta recusa em receber ajuda humanitária de países politicamente distantes.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quinta-feira que seu governo não conseguiu enviar suas equipes militares de resgate.
"Pediram uma certificação por parte da Colômbia. [Os socorristas mexicanos] são certificados, mas agora pedem outra certificação", declarou. Diante disso, o México optou por enviar suprimentos e medicamentos.
N.Mitchell--AT