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Comando Sul dos EUA anuncia força militar com aliados da região
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), responsável pelas ações militares na América Latina e no Caribe, anunciou nesta terça-feira (4) o lançamento de uma força conjunta com 18 aliados da região.
Durante uma reunião de cúpula em março, o presidente Donald Trump lançou com os países aliados o Escudo das Américas, para enfrentar a ameaça do crime organizado, do narcoterrorismo e da imigração ilegal. Uma das tarefas atribuídas por Trump ao Pentágono foi organizar essa cooperação militar.
O major-general dos Marines Kevin Jarrard vai comandar a "força-tarefa conjunta", segundo o comunicado do Southcom.
A missão da força será "sincronizar capacidades militares e aplicar uma pressão contínua contra as redes que ameaçam a segurança coletiva", informou o comandante do Southcom, general Francis L. Donovan. Ela também vai "se manter preparada para oferecer ajuda humanitária e resposta a desastres".
Os Estados Unidos realizaram uma mudança militar significativa na região ao lançarem em setembro uma campanha de ataques sem precedentes contra lanchas que o Southcom apresenta como "narcoterroristas". A ofensiva já causou 215 mortes, em 53 ataques, segundo um balanço da AFP.
Juristas internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos denunciam esses ataques como execuções extrajudiciais. Em fevereiro de 2025, o governo americano começou a designar vários grupos do crime organizado na América Latina como organizações terroristas.
A região da América Latina e do Caribe tornou-se uma prioridade para Washington, segundo a doutrina de segurança nacional da Casa Branca.
A aliança Escudo das Américas também teve consequências inter-regionais: países como Equador, Argentina, Guatemala e Panamá anunciaram iniciativas com países vizinhos para compartilhar modelos de segurança ou experiências carcerárias, como as de El Salvador. Colômbia e Peru anunciaram que desejam aderir a essa iniciativa.
D.Johnson--AT