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Desabamento de shopping após terremoto no Japão deixa ao menos 2 mortos
Equipes de emergência encontraram dois corpos entre os escombros de um shopping center que desabou no Japão após um terremoto de magnitude 7,1, elevando assim o número de vítimas do desastre para três mortos e mais de 100 feridos, informou a emissora pública NHK nesta quarta-feira (29, data local).
A polícia informou anteriormente que não conseguiu entrar em contato com cerca de 30 trabalhadores do centro comercial.
Segundo autoridades locais consultadas pela NHK, outras três pessoas estavam em parada cardiorrespiratória: uma no shopping e duas em uma fábrica na cidade de Yatsushiro, onde uma chaminé desabou.
De acordo com a emissora privada TBS, um "número considerável" de pessoas morreu devido ao desabamento do segundo andar do shopping em Kashima, província de Kumamoto.
A agência Kyodo News noticiou que uma pessoa morreu após o desabamento de uma residência e indicou que outras quatro foram levadas ao hospital, todas conscientes.
O terremoto, que ocorreu às 16h27 (4h27 no horário de Brasília) na ilha de Kyushu, atingiu o nível máximo (7) na escala de intensidade sísmica de Shindo, uma referência japonesa que mede a força dos terremotos, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).
Uma série de réplicas se seguiu, incluindo uma de magnitude 6,1 às 17h08 locais (5h08 de Brasília), e as autoridades emitiram um alerta de tsunami que depois foi rapidamente suspenso.
Imagens da televisão mostraram pontes rodoviárias parcialmente destruídas, prédios em ruínas e vagões de trem de carga tombados.
- "Apavorada" -
"O tremor foi muito forte e durou muito tempo. Fiquei apavorada", disse à AFP Chiharu Hara, uma recrutadora de 35 anos que estava em uma viagem de negócios na província de Kumamoto.
Nos escritórios de seu cliente, "nada caiu do teto, mas o prédio balançou violentamente. Tive medo de que desabasse. Todos entraram em pânico", relatou.
"Os tremores foram tão fortes que eu não conseguia ficar de pé", disse um funcionário da NHK na província de Kumamoto.
Segundo a emissora, dois hospitais indicaram ter atendido pelo menos 50 pacientes feridos cada um.
"Estão chegando pessoas com queimaduras e fraturas após terem ficado presas nos escombros devido ao terremoto, e as ambulâncias não param de trazer feridos", declarou o funcionário de um dos hospitais, segundo a NHK.
A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou no X que, até o momento, foram confirmadas "vítimas humanas, desabamentos de prédios, danos nas estradas e incêndios", além de "cortes de água e energia".
Takaichi prometeu que as equipes de resgate trabalharão "sem descanso" durante a noite, priorizando o "resgate e a retirada em segurança das pessoas afetadas".
Cerca de 45 mil residências e instalações estão sem eletricidade na província de Kumamoto, de acordo com a operadora Kyushu Electric Power, que afirmou que os três reatores nucleares da região estavam operando normalmente.
Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: o primeiro de 6,5 graus de magnitude, seguido, dois dias depois, por outro de 7,3 graus. Os tremores deixaram 273 mortos e mais de 2.800 feridos.
O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico.
O arquipélago, que tem quase 125 milhões de habitantes, registra centenas de tremores todos os anos e representa cerca de 18% dos terremotos registrados em todo o mundo.
A.Anderson--AT