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Um minuto de silêncio entre escombros na Venezuela, um mês após terremotos
Dezenas de pessoas fizeram, nesta sexta-feira (24), um minuto de silêncio pelos mortos nos terremotos de 24 de junho na Venezuela, que já somam mais de 5.500 óbitos, entre as ruínas de um conjunto habitacional popular que desabou em La Guaira, constataram jornalistas da AFP.
Na chamada zona zero do setor Caraballeda, em La Guaira, estado vizinho de Caracas que ficou devastado pelos tremores, os trabalhos de resgate de corpos e de remoção de escombros foram interrompidos para dar início a uma homenagem às vítimas. Às 18h04 locais, a hora exata da catástrofe, as pessoas reunidas guardaram um minuto de silêncio.
Cerimônias semelhantes também foram realizadas em praças públicas da capital, em meio a um chamado nas redes sociais para se somar a essa homenagem.
Diante dos escombros dos edifícios de habitação popular conhecidos como OPP, em Caraballeda, dezenas de pessoas ficaram em frente a um altar de flores e lembranças desses prédios e acenderam velas. O barulho das máquinas, o bater dos martelos e das furadeiras deram lugar às orações.
“Realmente quero que todos os familiares rezem por aqueles que já não estão mais aqui. E nós, que ainda temos familiares lá, queremos rezar para que eles saiam logo”, diz, em frente às ruínas, Anyel Andrade, de 32 anos, cujos parentes continuam desaparecidos.
“Somos um povo analfabeto neste sistema de terremotos. E isso nos pegou muito de surpresa. Nem sabíamos para que era o alarme. De qualquerforma, não ia dar tempo. Então hoje elevo minha voz por eles”, afirmou.
Socorristas da Defesa Civil, bombeiros, voluntários e as famílias dos falecidos acompanham a oração.
Em uma cerimônia militar transmitida pela televisão local, a presidente em exercício Delcy Rodríguez disse: “Faz exatamente um mês estávamos sendo vítimas da natureza com um duplo terremoto. Em circunstâncias realmente inéditas para o nosso país, (...) nossa Força Armada Nacional Bolivariana foi lá atender o povo da Venezuela, acompanhá-lo, resgatar, salvar vidas, encher as botas de barro, e ainda está lá”.
A.Taylor--AT