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Brasil tem mínimo de mortes violentas em 14 anos, mas letalidade policial e feminicídios crescem
O Brasil registrou em 2025 o menor índice de mortes violentas intencionais em 14 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse progresso, no entanto, foi ofuscado por níveis recordes de letalidade policial e feminicídios.
A segurança é uma das principais preocupações dos brasileiros e um tema central do debate político a menos de três meses das eleições, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição.
O relatório anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o país teve seu melhor desempenho desde o início da coleta de dados, em 2012, com base em informações oficiais, registrando 40.775 mortes violentas no ano passado: uma taxa de 19,1 por 100 mil habitantes.
Além dos assassinatos, a categoria inclui mortes resultantes de intervenções policiais.
Quase 80% das vítimas eram negras.
Com esses resultados, "o Brasil antecipou em dois anos o cumprimento da meta", destacou o relatório.
Mas "a boa notícia (...) precisa ser, infelizmente, relativizada" por um número recorde de mortes resultantes de ações policiais desde o início de sua medição em 2016, que no ano passado representaram um em cada seis casos.
"Esses dados mostram que o Estado (...) tem sido parte do problema e não apenas das soluções para a segurança pública brasileira", alertou o Fórum.
Além disso, o número de feminicídios aumentou 4% em comparação com o ano anterior, atingindo o maior número absoluto desde o início dos registros, em 2015.
Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de outubro.
Flávio faz da segurança uma de suas principais promessas de campanha em um país onde o crime organizado exerce controle territorial sobre bairros populares.
Ele apoiou a designação como organizações terroristas pelos Estados Unidos, em junho, das duas maiores facções criminosas do país, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, medida à qual Lula se opõe.
T.Perez--AT