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Ao menos 53 pessoas resgatadas após naufrágio de balsa na Guiana
Pelo menos 53 pessoas foram resgatadas na madrugada deste domingo (19) em águas próximas à costa da Guiana após o naufrágio de uma balsa que transportava 133 passageiros e tripulantes, informou à AFP o primeiro-ministro.
A embarcação virou na noite de sábado quando seguia de Georgetown para Port Kaituma, no interior do país.
As operações de resgate começaram de madrugada, quando as autoridades receberam uma chamada de emergência.
"O número de resgatados é de 53", entre passageiros e membros da tripulação e, "como já é dia, esperamos que esse número aumente", disse à AFP o primeiro-ministro, Mark Phillips.
"O ferry virou e estamos em uma operação de busca e resgate", afirmou Phillips, ressaltando que, assim que amanheceu, passaram a contar com recursos adicionais. "Essa busca não apenas foi ampliada, como também continua em andamento".
Durante a madrugada, o ministro do Trabalho, Juan Edghill, informou em sua página no Facebook que por volta das 03h15 de sábado (16h15 em Brasília) a embarcação MV Barima partiu com 116 passageiros, além dos 17 membros da tripulação, com destino a Kaituna, e que inicialmente haviam sido resgatadas oito pessoas.
- "Esperança" -
As autoridades mobilizaram a Guarda Costeira das Forças de Defesa da Guiana, enquanto embarcações privadas também foram acionadas, após receberem por volta das 23h locais (00h de domingo em Brasília) uma chamada de socorro, informou Edghill.
Uma embarcação foi enviada à área da emergência para servir como hospital provisório para os resgatados, indicou.
Em uma coletiva de imprensa ao amanhecer, ele disse que mantêm a "esperança de localizar os 116 passageiros e os 17 tripulantes".
Segundo o site Vesselfinder, o Barima foi construído em 1939 e, portanto, está há 87 anos em serviço.
De acordo com Edghill, o navio estava equipado com 250 coletes salva-vidas, dois botes salva-vidas rígidos e seis botes salva-vidas infláveis.
Port Kaituma fica no interior, na região de Essequibo, e o barco navega pelo mar antes de entrar em um rio para chegar à localidade de destino.
O Essequibo, um território de 160.000 km² rico em petróleo, é administrado pela Guiana há mais de um século, mas está no centro de uma disputa com a Venezuela, já que ambos os países divergem sobre o traçado de sua fronteira comum.
N.Mitchell--AT