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Membros de gangues amotinados fazem mais de 40 guardas reféns em prisões da Guatemala
Membros de gangues fizeram reféns mais de 40 guardas em vários presídios da Guatemala, no sábado (17), quando se amotinaram como protesto à transferência de seus líderes para um presidio de segurança máxima, informaram as autoridades.
As gangues Barrio 18 e sua inimiga Mara Salvatrucha (MS-13), consideradas "organizações terroristas" pelos Estados Unidos e pela Guatemala, são acusadas no país de assassinatos de aluguel, extorsão e tráfico de drogas.
Em meados do ano passado, as autoridades transferiram suas principais lideranças para um presídio de segurança máxima, onde permanecem isoladas, o que provocou motins de seus subordinados desde então.
Até o momento, "não há pessoas feridas, nem falecidas", assinalou, em coletiva de imprensa, o ministro do Governo, Marco Antonio Villeda, que descartou negociar a libertação dos reféns.
O governo não vai "restituir seus privilégios", nem "transferi-los para as prisões que eles quiserem" se não libertarem os reféns, disse Villeda.
O diretor do sistema prisional, Jorge Guillermo López, informou que nove guardas estão retidos no presídio de segurança máxima Renovación I, onde estão os líderes das gangues, cerca de 75 km ao sul da Cidade da Guatemala.
Além disso, há outros 28 reféns, todos eles guardas penitenciários, no centro prisional Fraijanes II, e outros nove, um deles um sociólogo, em Preventivo, respectivamente a leste e na periferia da capital guatemalteca.
"Estão incomodados porque lhes tiraram certos privilégios", mas "não podemos permitir que nos centros prisionais os réus façam o que lhes dê vontade", assinalou Villeda.
Vários veículos de imprensa locais exibiram um vídeo, aparentemente filmado pelos amotinados, em que aparecem sete reféns, um dos quais pede para as autoridades chegarem a um "acordo".
"Estamos bem (...) Aqui tudo está tranquilo, o único que eles querem é a transferência, sair daqui pelas condições", afirmou um momem de camiseta e calças pretas, sentado em um colchonete.
Imagens deste vídeo foram usadas posteriormente pelo ministério do Governo para difundir as declarações do ministro Villeda.
Durante motins no ano passado, um dos guardas morreu baleado.
Em outubro, as autoridades guatemaltecas informaram que 20 líderes da gangue Barrio 18 fugiram de uma prisão, o que provocou a remoção da cúpula da segurança. Apenas seis foram recapturados, enquanto outro foi morto a tiros.
E.Hall--AT