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Ex-ministro da Economia de Cuba é condenado à prisão perpétua
O ex-ministro da Economia de Cuba, Alejandro Gil, foi condenado em primeira instância à prisão perpétua por espionagem e outros crimes econômicos, informou o Tribunal Supremo Popular nesta segunda-feira (8).
"O Tribunal lhe impôs a sanção conjunta a cumprir de privação perpétua de liberdade", ao "considerá-lo responsável dos crimes de espionagem" e de "atos em prejuízo da atividade econômica", assinalou o máximo órgão judicial da ilha em um comunicado publicado em sua página de internet.
Assim como ocorreu quando Gil foi denunciado no início de novembro, a suprema corte não detalha em seu comunicado para que país ou entidade foram realizados atos de espionagem, nem ofereceu detalhes dos crimes econômicos.
Durante o processo, Gil foi considerado culpado de "suborno, furto e dano a documentos ou outros objetos sob custódia oficial, e violação de selos oficiais e infração das normas de proteção de documentos classificados, sendo esta última de natureza contínua", limitou-se a acrescentar o Tribunal Supremo.
Gil, de 61 anos e que ocupou a pasta de Economia entre 2018 e 2024, era conhecido por sua proximidade ao presidente Miguel Díaz-Canel.
O ex-ministro também foi alvo de um segundo processo pelo qual recebeu uma condenação de 20 anos de prisão, acrescentou a corte suprema.
Nesse outro julgamento, Gil foi declarado culpado de crimes de suborno, tráfico de influência e evasão fiscal, acrescentou.
Gil tem agora 10 dias para recorrer dessas condenações. No caso da pena de prisão perpétua, a legislação cubana estabelece um recurso automático, o que implicará obrigatoriamente um segundo julgamento.
Ambos os julgamentos foram realizados em um tribunal situado no oeste de Havana e sob sigilo total.
O.Brown--AT