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Ex-presidente do Peru Martín Vizcarra é condenado a 14 anos de prisão por corrupção
A justiça peruana condenou, nesta quarta-feira (26), o ex-presidente Martín Vizcarra a 14 anos de prisão por um caso de subornos recebidos na época em que era governador na região de Moquegua (sul), há 11 anos.
O político de centro esquerda que, durante sua Presidência, entre 2018 e 2020, foi um defensor da luta contra a corrupção, foi considerado culpado de ter recebido, entre 2011 e 2014, US$ 640 mil (R$ 1,69 bilhão, em valores de dezembro de 2014), de empreiteiras em troca da concessão de obras públicas em Moquegua.
"A pena a ser imposta é de 14 anos de pena privativa da liberdade", disse, na leitura da sentença, Fernanda Ayasta, presidente do Quarto Juizado Penal Colegiado Nacional.
"Este colegiado adverte que Martín Vizcarra cometeu atos ilícitos, aproveitando seu cargo como presidente regional de Moquegua, condicionando os proponentes para outorgar-lhes o parecer favorável em troca de dinheiro", acrescentou.
Vizcarra, de 62 anos, assistiu à leitura da sentença no tribunal de Lima e não se alterou quando ouviu a pena, constataram jornalistas da AFP.
O Ministério Público havia pedido até 15 anos de prisão.
Vizcarra irá para a prisão ao mesmo tempo que outros três ex-presidentes peruanos: Pedro Castillo (2021-2022), Ollanta Humala (2011-2016) e Alejandro Toledo (2001-2006).
Ele sempre alegou inocência e, após ficar detido por 22 dias este ano por suposto risco de fuga, respondia em liberdade ao julgamento, iniciado em outubro de 2024.
F.Wilson--AT