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Eurodeputadas grávidas e mães recentes poderão votar por procuração
Deputadas europeias grávidas e que se tornaram mães recentemente terão o direito de votar por procuração no Parlamento Europeu, de acordo com uma alteração nas regras aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira (13) e agora enviada aos Estados-membros para votação.
Atualmente, votar no órgão da União Europeia só é possível de forma presencial, o que os críticos consideram injusto para as mulheres, já que algumas podem ser obrigadas a faltar a sessões importantes antes ou depois do parto.
Nesta quinta-feira, os deputados aprovaram a atualização das regras para permitir que colegas grávidas ou que tenham dado à luz recentemente deleguem a outro parlamentar que vote em seu nome.
"Nenhuma mulher deveria ter que escolher entre servir seus eleitores e ter filhos", disse a presidente do Parlamento, Roberta Metsola, saudando a proposta "histórica", que foi adotada sob aplausos de defensores dos direitos das mulheres.
As mudanças permitirão o voto por procuração até três meses antes da data prevista para o parto e até seis meses após o nascimento.
"É um verdadeiro progresso", disse a deputada socialista francesa Chloé Ridel, de 33 anos, que dará à luz seu primeiro filho em menos de um mês, observando que, às vezes, um único voto pode ser decisivo.
A aprovação dos Estados-membros é necessária para que as novas regras entrem em vigor.
O Parlamento não estendeu o direito de voto por procuração aos pais, como alguns setores da esquerda haviam solicitado.
E.Rodriguez--AT