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Primeiro-ministro belga convoca reunião de emergência após novos sobrevoos de drones
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, reunirá na quinta-feira (6) de manhã, com urgência, um conselho nacional de segurança, após novos relatos de drones nas proximidades de grandes aeroportos que levaram ao fechamento do espaço aéreo na noite de terça-feira (4).
A multiplicação desses sobrevoos suspeitos, cuja origem continua desconhecida, preocupa as autoridades.
Rodeado pelos principais responsáveis da polícia e do exército, o chefe do governo examinará a resposta a ser adotada durante uma reunião "prevista para quinta-feira", anunciou seu gabinete nesta quarta-feira.
Skeyes, empresa responsável pelo controle aéreo na Bélgica, teve que interromper todo o tráfego sobre o país em duas ocasiões na noite de terça-feira, por volta das 16h no horário de Brasília, e novamente às 18h, após dois relatos sucessivos de drones nas proximidades dos aeroportos de Bruxelas-Zaventem, o principal do país, e de Liège.
O tráfego pôde ser retomado progressivamente no fim da noite, mas dezenas de voos comercias tiveram que ser cancelados. Entre 400 e 500 passageiros foram obrigados a passar a noite em Zaventem, devido à impossibilidade de decolar, indicou uma porta-voz da empresa que opera o Aeroporto de Bruxelas.
Assim como vários países europeus — Dinamarca, Alemanha e Noruega —, a Bélgica enfrenta um aumento de sobrevoos de drones considerados suspeitos sobre locais ou infraestruturas sensíveis.
No último fim de semana, a base militar de Kleine-Brogel (nordeste), conhecida por abrigar armas nucleares americanas, foi sobrevoada em três ocasiões, o que levou à abertura de duas investigações por parte da Promotoria federal e do serviço de inteligência militar belga.
O ministro de Defesa, Theo Francken, se nega a apontar a Rússia como responsável por estes incidentes, mas mencionou uma operação coordenada realizada por "profissionais para semear pânico e desestabilizar" a Bélgica.
Já no início de outubro, drones não identificados haviam sobrevoado o campo militar de Elsenborn, não longe da fronteira com a Alemanha, outro caso atualmente nas mãos da Promotoria federal.
M.O.Allen--AT