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EUA e Colômbia concordam em 'melhorar' combate às drogas após disputa Petro-Trump
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o principal representante diplomático dos Estados Unidos em Bogotá concordaram em "melhorar" o combate ao tráfico de drogas em uma reunião após a tensão com Donald Trump, informou o Ministério de Relações Exteriores do país sul-americano nesta terça-feira (21).
Tradicionalmente aliados, os países vivem momentos de tensão após o presidente americano ter classificado Petro como um "líder narcotraficante" no domingo e anunciado o fim do apoio econômico à Colômbia devido à alta produção de drogas.
À espera das tarifas anunciadas por Trump, o presidente colombiano se reuniu na noite de segunda-feira com John McNamara, chefe de negócios da embaixada dos Estados Unidos, "com o objetivo de resolver o atual impasse nas relações bilaterais", segundo um comunicado da chancelaria colombiana.
No encontro, que contou com a presença do embaixador da Colômbia em Washington, "os altos funcionários reafirmaram o compromisso de ambas as partes em melhorar as estratégias de combate ao tráfico de drogas".
"É desejável que estes esforços continuem sendo realizados de maneira coordenada com os Estados Unidos", afirmou o texto.
Após as acusações de Trump, Petro chamou-o de "grosseiro e ignorante" e convocou seu embaixador para consultas.
Desde o retorno do republicano à Casa Branca em janeiro, o primeiro esquerdista no poder na Colômbia é um de seus maiores críticos por suas políticas, como a deportação de imigrantes em situação irregular e o envio de forças militares ao Caribe para combater o narcotráfico.
No sábado, Petro responsabilizou o governo americano pelo "assassinato" de um pescador e denunciou que as forças americanas violaram a soberania de águas nacionais.
Trump defendeu que o governo colombiano deveria "acabar" com as plantações de narcóticos "imediatamente", ou os "Estados Unidos vão fazê-lo por ele, e não será de forma agradável".
As declarações foram vistas por Bogotá como uma "ameaça de invasão".
Segundo a chancelaria colombiana, Petro "ratificou" com John McNamara "o compromisso do governo nacional em ampliar o programa de substituição de cultivos ilícitos".
A Colômbia é o país da América do Sul que mais recebia ajuda financeira dos EUA, com mais de 740 milhões de dólares (R$ 3,10 bilhões, na cotação atual) desembolsados em 2023, o último ano do qual se dispõe de informações completas do governo americano.
Metade desses pagamentos é destinada ao combate ao tráfico de drogas.
K.Hill--AT