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FBI acusa Coreia do Norte de roubo de US$ 1,5 bilhão em criptomoedas
O FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos) acusou a Coreia do Norte pelo roubo de criptomoedas no valor de 1,5 bilhão de dólares (8,7 bilhões de reais) na última semana, o maior furto deste tipo de ativo digital na história.
A operadora de criptomoedas Bybit, com sede em Dubai, informou na semana passada que sofreu o roubo de 400.000 unidades da moeda ethereum.
Segundo a empresa, os cibercriminosos burlaram os protocolos de segurança durante uma transação e conseguiram transferir os ativos para um endereço não identificado.
O FBI afirmou na quarta-feira (16) que a Coreia do Norte "foi responsável pelo roubo de aproximadamente 1,5 bilhão de dólares em ativos digitais da operadora de criptomoedas Bybit".
A Polícia Federal americana informou que um grupo chamado 'TraderTraitor', também conhecido como Grupo Lazarus, foi responsável pelo roubo.
Um comunicado do FBI acrescenta que o grupo estava "atuando rapidamente e converteu alguns bens roubados em bitcoin e outras moedas virtuais espalhadas ao longo de milhares de endereços em múltiplas cadeias de blocos".
"Espera-se que os recursos passem por mais processos de lavagem e, eventualmente, sejam convertidos em moeda fiduciária", segundo o FBI.
O Grupo Lazarus ganhou notoriedade há uma década, quando foi acusado de um ciberataque contra a Sony Pictures como vingança pelo filme "A Entrevista", que ironiza o líder norte-coreano Kim Jong Un.
Também estaria envolvido no roubo de 620 milhões de dólares (3,6 bilhões de reais) em ethereum e USD Coin da plataforma Ronin Network em 2022, que até agora era o maior furto de criptomoedas da história.
Em dezembro, os governos dos Estados Unidos e do Japão atribuíram ao grupo um roubo de criptomoedas de mais de 300 milhões de dólares (1,7 bilhão de reais) da casa de câmbio japonesa DMM Bitcoin.
O programa de guerra cibernética norte-coreano tem registros desde meados dos anos 1990. Uma empresa de segurança cibernética já citou o país como "o ciberladrão mais prolífico do mundo".
Atualmente, o programa de Pyongyang tem pelo menos 6.000 agentes e é conhecido como 'Bureau 121', com operações em vários países, segundo um relatório americano de 2020.
Um painel da ONU afirmou no ano passado que Pyongyang roubou mais de 3 bilhões de dólares em criptomoedas desde 2017.
A maioria dos crimes cibernéticos seria comandada pelo Escritório Geral de Reconhecimento, principal agência de inteligência exterior norte-coreana.
O painel da ONU afirmou que o dinheiro roubado ajuda a financiar o programa norte-coreano de armas nucleares.
P.A.Mendoza--AT