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Líder da Yakuza se declara culpado de traficar material nuclear
Um membro da conhecida máfia japonesa Yakuza se declarou culpado de traficar material nuclear proveniente de Mianmar para financiar negócios ilícitos de armas, informaram autoridades judiciais dos Estados Unidos nesta quarta-feira (8).
Takeshi Ebisawa, líder da Yakuza, e o coacusado Somphop Singhasiri foram indiciados em abril de 2022 por tráfico de drogas e crimes relacionados a armas de fogo, permanecendo em prisão preventiva.
Em fevereiro de 2024, Ebisawa foi também acusado de conspirar para vender material nuclear apto para a fabricação de armas e entorpecentes letais vindos de Mianmar, além de comprar armamento militar em nome de um grupo insurgente armado, segundo a promotoria de Nova York.
"Como admitiu hoje perante o tribunal federal, Takeshi Ebisawa traficou descaradamente material nuclear, incluindo plutônio apto para armamento, a partir de Mianmar", declarou o promotor federal em exercício Edward Kim.
"Simultaneamente, trabalhou para enviar grandes quantidades de heroína e metanfetamina para os Estados Unidos em troca de armamento pesado, como mísseis terra-ar, para uso nos campos de batalha de Mianmar", acrescentou.
Em 2020, Ebisawa gabou-se a um agente infiltrado de ter acesso a grandes quantidades de materiais nucleares que planejava vender, fornecendo fotografias dos materiais ao lado de contadores Geiger que registravam a radiação.
Durante uma operação com agentes infiltrados, as autoridades tailandesas ajudaram os investigadores americanos a apreenderem duas substâncias em pó amarelo que Ebisawa descreveu como "yellowcake", um concentrado de urânio.
"O laboratório [dos Estados Unidos] determinou que a composição isotópica do plutônio encontrado nas amostras nucleares é apta para armamento, o que significa que, se produzido em quantidades suficientes, poderia ser utilizado em uma arma nuclear", afirmou o Departamento de Justiça em comunicado.
Ebisawa pode receber uma pena de até 20 anos de prisão por tráfico internacional de material nuclear.
Os promotores o descreveram como "líder do sindicato criminoso organizado Yakuza, uma rede criminosa japonesa transnacional altamente organizada que opera em todo o mundo e cujas atividades incluem tráfico de drogas e armas em larga escala".
A sentença será determinada pelo juiz responsável pelo caso em uma data futura, indicaram os promotores.
E.Flores--AT