-
Espanha goleia Arábia Saudita (4-0) com primeiro gol de Yamal em Copas
-
Irã e EUA retomam negociações na Suíça para pôr fim à guerra no Oriente Médio
-
Argentina treina antes de viajar para duelo contra Áustria
-
Vitória e classificação: a motivação de Mbappé em seu 100º jogo pela seleção francesa
-
Starmer pondera 'realidades políticas' enfrentadas, diz ministro do Comércio
-
Francisco Cerúndolo é campeão do torneio de Queen's, seu primeiro ATP 500
-
Brasil treina sem 7 jogadores antes de duelo contra Escócia
-
Bolívia reduz bloqueios a estradas fechadas por opositores ao presidente
-
Tiafoe vence Fritz e é campeão do ATP 500 de Halle
-
Carrasquilla, o astro panamenho que sonha em enfrentar o ídolo Modric
-
Irã e EUA voltam à Suíça para negociar o fim da guerra no Oriente Médio
-
Espanha e Uruguai voltam a campo neste domingo e querem se juntar aos campeões que já venceram
-
Colômbia escolhe entre candidato pró-Trump e herdeiro político da esquerda no poder
-
Japão goleia (4-0) e elimina Tunísia da Copa do Mundo
-
Irã poderá antecipar sua viagem a Seattle para 3º jogo na Copa, anuncia técnico
-
Messi e os dois presentes de aniversário que o aguardam contra a Áustria
-
Alemanha vence Costa do Marfim de virada (2-1) e avança em 1º lugar à próxima fase da Copa
-
Equador se complica na Copa ao empatar (0-0) com Curaçao, que conquista ponto histórico
-
Bielsa critica pausas para hidratação na Copa: "Tira muito" do futebol
-
Cacique Raoni é operado e está sob cuidados intensivos
-
"Lamine pode ser o maior talento do mundo", diz técnico da Arábia Saudita
-
Irã e EUA iniciam negociações na Suíça neste domingo
-
Cabo Verde quer competir 'sem medo', diz técnico antes de enfrentar o Uruguai
-
Raphinha passa por 'tratamento intensivo' e vai desfalcar Brasil contra Escócia
-
Alemanha vence Costa do Marfim de virada (2-1) e se garante na próxima fase da Copa
-
Zagueiro Saliba, da seleção francesa, diz que está jogando Copa com dores nas costas
-
Militares e policiais liberam vias em meio a estado de exceção na Bolívia
-
Raphinha passará por 'tratamento intensivo' após sofrer lesão contra o Haiti na Copa
-
Vice-presidente dos EUA viaja à Suíça para negociações com Irã
-
Com problemas respiratórios, Doku vai desfalcar a Bélgica contra o Irã
-
Al Jazeera anuncia morte de jornalista em bombardeio na Faixa de Gaza
-
Autoridade do Exército de Israel diz que recebeu ordem de trégua no Líbano
-
Países Baixos goleiam Suécia (5-1) e entram na briga pela liderança do Grupo F da Copa
-
Professores encerram 20 dias de protestos na Cidade do México
Professor é morto em ataque de islamita na França
Um homem armado com uma faca matou um professor, nesta sexta-feira (13), em uma escola de ensino médio em Arras (norte da França), em um ataque que a Justiça investiga como ato terrorista e que o governo vincula ao conflito no Oriente Médio.
"Segundo nossas informações, há, sem dúvidas, um vínculo entre o que aconteceu no Oriente Médio e a decisão de atacar", assegurou o ministro do Interior, Gérald Darmanin, em entrevista à TF1.
O episódio ocorreu na escola Gambetta em Arras. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem jovem, vestindo calças pretas e casaco cinza, visivelmente armado, brigando com vários adultos no pátio, antes de se dirigir à saída do centro educacional.
Segundo a Prefeitura, o autor do ataque, que foi detido, gritou "Allah Akbar" (Alá é grande, em tradução livre), uma expressão formal de fé usada por muçulmanos, que se tornou um grito repetido pelos autores dos ataques jihadistas que abalaram a França na última década.
O agressor, identificado como Mohammed Mogouchkov, um russo de origem chechena na faixa dos 20 anos de idade, era fichado pelas autoridades no registro de segurança nacional, tendo chegado à França em 2008, segundo as primeiras informações policiais.
O serviço de Inteligência Interna DGSI vigiava-o "ativamente" desde o verão boreal (hemisfério norte), mas as escutas dos últimos dias não revelaram que se preparasse para entrar em ação, comentou uma fonte desse órgão.
A Promotoria Antiterrorista (Pnat) anunciou a abertura de uma investigação por homicídio e tentativa de homicídios em relação com empreitada terrorista, entre outras acusações.
Oito pessoas, entre elas vários membros de sua família foram detidos. Um de seus irmãos já estava preso desde 2019 por envolvimento em um plano de atentado frustrado, segundo a fonte da DGSI.
- "Nos entrincheiramos" -
O promotor antiterrorista, Jean-François Ricard, indicou que três pessoas ficaram feridas: outro professor e dois trabalhadores da escola, mas que nenhum aluno ficou ferido.
Dominique Bernard, o professor de francês assassinado, "sem dúvida salvou muitas vidas", disse Macron, que viajou rapidamente para o local do ataque.
Os estudantes foram temporariamente confinados na instituição, isolada pelas forças de segurança e por socorristas, até poderem se unir a seus pais, que esperavam do lado de fora, observou um jornalista da AFP.
Dois sindicatos da área da educação, Snes-FSU e SE Unsa, disseram à AFP que o agressor era um "ex-aluno" desta escola de ensino médio de cerca de 1.500 estudantes.
Um professor de filosofia que presenciou o ataque, Martin Dousseau, descreveu à AFP um momento de pânico durante um intervalo entre as aulas, quando os alunos se viram cara a cara com o agressor.
"Quis descer para intervir. Ele se virou para mim, me perseguiu e me perguntou se eu era professor de Geografia e História", contou. "Nos entrincheiramos. Depois, a polícia chegou e o imobilizou", completou.
Outro homem fichado por "radicalização" e armado com uma faca de cozinha também foi preso nesta sexta-feira perto de um liceu em Limay, a noroeste de Paris, indicaram fontes judiciais e policiais à AFP.
- Nível de alerta elevado -
O autor do crime, Abdoullakh Anzorov, foi morto pela polícia.
"Quase três anos depois do assassinato de Samuel Paty, a barbárie do terrorismo islamita golpeia de novo uma escola", lamentou o presidente francês.
O ataque surge em um contexto tenso na França, onde vive a terceira maior comunidade judaica do mundo, depois de Israel e dos Estados Unidos, devido à guerra desencadeada após a ofensiva mortal realizada pelo movimento islamita Hamas contra Israel no último sábado.
Nesta sexta-feira, as autoridades francesas aumentaram o nível de alerta, que passou de "risco de atentado" para "emergência de atentado", o que permite uma maior mobilização de recursos, ainda que Darmanin tenha afirmado que "não há uma ameaça clara".
Ch.Campbell--AT