-
Em pré-campanha, Flávio Bolsonaro elogia modelo de segurança de Bukele
-
Celta elimina Lyon de Endrick nas oitavas da Liga Europa
-
Netanyahu nega que Israel tenha 'arrastado' EUA para a guerra
-
Irã alerta que não haverá 'moderação' em meio a ataques contra infraestruturas energéticas
-
Novo técnico da seleção marroquina apoia decisão da Confederação Africana
-
MLS revela detalhes de sua temporada 'sprint' de 2027
-
Fifa se diz confiante em realizar Copa do Mundo com "todas as seleções" previstas
-
FMI se diz preocupado com inflação global e produção por guerra no Irã
-
Venezuelano detido por 10 meses por serviços de imigração é libertado nos EUA
-
Pretendido pelo Atlético, Cristian Romero prefere focar "na situação" do Tottenham
-
Rússia recomenda enviar psicólogos a mulheres que não querem ser mães
-
Enzo Fernández está 'feliz' no Chelsea, garante seu treinador
-
Petróleo dispara por medo de crise energética global após Irã atacar instalações-chave
-
Neymar tem novo técnico no Santos: Cuca
-
Candidato de Trump para Departamento de Segurança Interna aprovado pela comissão do Senado
-
Mbappé é destaque na lista de convocados da França para amistosos contra Brasil e Colômbia
-
Jovens Karl e Urbig são convocados pela 1ª vez pela Alemanha
-
Courtois sofre lesão na coxa e vai desfalcar Real Madrid contra o Bayern na Champions
-
Com cortes na internet, Moscou retrocede 'vinte anos'
-
Uso intensivo de redes sociais prejudica o bem-estar dos jovens
-
Guerra no Irã consolida o poder da Guarda Revolucionária
-
Coreia do Norte se classifica para Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil
-
Osimhen sofreu fratura no braço e Lang passará por cirurgia no polegar, informa Galatasaray
-
As instalações de petróleo e gás afetadas pela guerra no Oriente Médio
-
Irã vai boicotar os Estados Unidos, não a Copa do Mundo, afirma presidente da federação
-
Novo Parlamento da Tailândia confirma Anutin Charnvirakul como primeiro-ministro
-
Trump ameaça destruir campos de gás do Irã após ataques contra o Catar
-
EUA ameaça destruir campo de gás do Irã em caso de novo ataque no Catar
-
Polícia da Bolívia prende filho de ex-presidente
-
Criadores do Labubu esperam grande sucesso com filme coproduzido pela Sony
-
Venezuela vive festa após conquista do Mundial de Beisebol
-
Val Kilmer vai reaparecer em filme graças à IA
-
Messi marca 900º gol de sua carreira em jogo do Inter Miami
-
Messi marca gol número 900 de sua carreira
-
Copom reduz Selic a 14,75%, primeiro corte em quase dois anos
-
Liverpool goleia Galatasaray (4-0) e vai enfrentar PSG nas quartas da Champions
-
Atlético de Madrid perde para Tottenham (3-2), mas vai enfrentar Barça nas quartas da Champions
-
Família processa resort nos EUA por servir chocolate quente muito quente
-
Bayern volta a golear Atalanta (4-1) e vai enfrentar Real Madrid nas quartas da Champions
-
Costa Rica fecha embaixada em Cuba e diz que é preciso 'limpar o hemisfério de comunistas'
-
Indicado de Trump para liderar Segurança Interna passa por audiência tensa no Senado
-
Barcelona atropela Newcastle (7-2) e vai às quartas da Champions
-
Rastreadores apontam que petroleiro russo envia petróleo para Cuba
-
Com lesão no tornozelo, Barcola vai desfalcar PSG por várias semanas
-
Mastantuono é a grande ausência na lista de convocados da Argentina para amistoso contra Guatemala
-
Presidente da Venezuela destitui Padrino, leal ministro da Defesa de Maduro
-
Fed mantém juros, enquanto guerra afeta perspectivas da inflação
-
Donnarumma diz que Vini Jr. deveria tentar 'ser querido por todo mundo'
-
Preço do petróleo dispara após ataques a instalações de gás no Irã; bolsas caem
-
Braga goleia Ferencváros (4-0) e avança às quartas de final da Liga Europa
Guatemaltecos votam em uma eleição crucial para a democracia
Os guatemaltecos votavam tranquilamente neste domingo (20) para eleger um novo presidente após uma campanha marcada por tentativas de marginalizar o candidato Bernardo Arévalo, o inesperado favorito de centro-esquerda que lidera uma cruzada contra a corrupção.
Os quase 3.500 centros de votação funcionavam normalmente ao meio-dia do horário local (15h00 de Brasília), sem que nenhum incidente fosse reportado, de acordo com a missão de observadores da OEA.
Filho de um presidente que deixou sua marca, o social-democrata Arévalo gera esperanças de mudança em um país mergulhado na pobreza, na violência e na corrupção, que levam milhares de guatemaltecos a migrar a cada ano.
No entanto, ele é visto com apreensão pela elite política e empresarial que governa o país, acusada de corrupção.
Sua rival é a ex-primeira-dama Sandra Torres, também social-democrata, que em sua terceira eleição conta com o apoio silencioso do presidente de direita Alejandro Giammattei e da poderosa elite empresarial aliada ao governo.
"Estamos confiantes de que o povo da Guatemala será o vencedor", disse Arévalo após votar em uma escola na capital.
Torres não fez declarações ao votar. Neste fim de semana, ela questionou o processo de contagem de votos: pediu à justiça que garanta a "transparência" da votação e denunciou supostas "ações intrusivas" e "racistas" dos observadores da União Europeia.
A Suprema Corte acatou seu pedido e ordenou ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) que "adote medidas para garantir [a correta] entrada de dados no sistema informático" e permita que os fiscais de cada partido tirem fotos das atas das mesas de votação.
A candidata é apoiada por vários partidos de direita, pastores evangélicos e o Ministério Público, que tentou desqualificar o partido Semilla de Arévalo para excluí-lo da disputa presidencial.
"As forças tradicionais optaram por Torres, pois Arévalo é visto como um risco para a continuidade do sistema", disse à AFP o analista Bernardo Matute, diretor do centro Gobernálisis.
Uma pesquisa de opinião concedeu a Arévalo 50% das intenções de voto na quarta-feira e a Torres, 32%.
- "Transparente e pacífico" -
A Suprema Corte anulou definitivamente na sexta-feira a ordem de um juiz para desqualificar o Semilla.
No entanto, a Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou sua "preocupação" com os planos do Ministério Público de prender líderes do Semilla após o segundo turno.
Por sua vez, os Estados Unidos manifestaram a esperança de que o segundo turno seja "livre, justo, transparente e pacífico".
"A maioria, acredito que 80%, está clara sobre em quem votar para acabar com a corrupção", disse Luisa González, dona de casa de 46 anos, ao votar em uma escola.
Efraín Boch, um caminhoneiro de 47 anos da aldeia indígena de San Juan Sacatepéquez, pediu que o novo presidente "combata a corrupção, que está nos afetando".
- "Nova oportunidade" -
Com 64 anos e sociólogo, Arévalo é filho do primeiro presidente eleito democraticamente na Guatemala, Juan José Arévalo (1945-1951), e promete seguir o caminho de seu pai com uma agenda social e de mudança forte.
Além da campanha contra o Semilla, o Ministério Público conduz há alguns anos uma campanha contra jornalistas e funcionários judiciais que combateram a corrupção, tendo detido ou empurrado para o exílio cerca de trinta deles.
"Apesar da fragilidade de seu Estado e de sua fragilidade governamental, a Guatemala pode abrir uma nova oportunidade democrática com transparência e inclusão, sem discriminação, superando o discurso de ódio", disse à AFP o reitor da Universidade para a Paz da Costa Rica, Francisco Rojas.
Analistas apontam que a Guatemala está vivendo um retrocesso em direção ao autoritarismo como reação ao estabelecimento da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), uma entidade criada pela ONU que investigou a corrupção governamental entre 2007 e 2019.
Em 2019, o então presidente de direita, Jimmy Morales, encerrou a CICIG, e Giammattei não quis ressuscitá-la.
"Na Guatemala, a democracia está sendo desestabilizada por instituições corroídas pela corrupção", expressou Rojas.
- "Uma Venezuela" -
Em um país fortemente conservador e religioso, Arévalo e Torres descartaram a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo ou o aborto, que é permitido apenas em casos de risco para a mãe.
No entanto, a ex-primeira-dama, de 67 anos, afirma que seu adversário é ateu - embora ele seja católico como ela - e que ele deseja legalizar o aborto, uniões entre pessoas do mesmo sexo e drogas. Ela também chamou os seguidores do Semilla de "huecos" (termo pejorativo para se referir a homossexuais).
Ela assegura que Arévalo planeja expropriações e que transformará a Guatemala "em uma Venezuela e em uma Cuba".
Arévalo definiu a adversária como "a candidata da mentira e desinformação".
Aproximadamente 9,4 milhões de guatemaltecos estão aptos a escolher o sucessor de Giammattei, que deve entregar o cargo em 14 de janeiro de 2024.
Os quase 3.500 centros de votação fecharão às 18h00 (21h00 de Brasília), e os primeiros resultados oficiais serão conhecidos cerca de três horas depois.
M.Robinson--AT