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Explosões em delegacia deixam 12 mortos e 50 feridos no Paquistão
A explosão de munições por causa de um curto-circuito deixou pelo menos 12 mortos e 50 feridos em uma delegacia no Paquistão nesta segunda-feira (24), indicaram as autoridades que, em um primeiro momento, atribuíram o ocorrido a um atentado.
As detonações "dentro da delegacia" de Kabal, uma cidade do vale de Swat (noroeste), provocaram o "colapso total do edifício", assinalou Khalid Sohail, um responsável da polícia do departamento local de contraterrorismo.
O chefe da polícia da Swat, Shafi Ullah Gandapur, detalhou à imprensa que as explosões foram provocadas por um curto-circuito no porão onde eram armazenadas "granadas e outros explosivos".
"Não há nenhuma indicação de que [as explosões] tenham sido provocadas por um ataque externo ou de homens-bomba", acrescentou.
Outro responsável da polícia, Akhtar Hayat, relatou que "duas ou três bombas" explodiram e que "a maioria das vítimas é de policiais".
Desde o início do ano, os talibãs paquistaneses foram associados a dois ataques contra postos de polícia.
- Cessar-fogo precário -
Em janeiro, um homem-bomba se explodiu dentro de um complexo policial na cidade de Peshawar, no noroeste do país, matando mais de 80 agentes e derrubando o edifício.
No mês seguinte, cinco pessoas morreram quando uma célula do grupo TTP (Tehrik-i-Taliban Pakistan), fundado em 2007, atacou um edifício da polícia em Karachi (sul), provocando um tiroteio que durou várias horas.
O TTP acusa as forças de segurança de realizarem execuções extrajudiciais.
O Paquistão vivencia um crescimento espetacular dos ataques desde que os talibãs retornaram ao poder no vizinho Afeganistão em agosto de 2022.
Os militantes paquistaneses do TTP controlaram durante muito tempo regiões inteiras do noroeste do Paquistão, inclusive o vale de Swat.
Depois foram derrotados pelo Exército, após um ataque em 2014 que matou cerca de 150 pessoas, principalmente estudantes.
No vale de Swat, Malala Yousafzai, então com 15 anos, levou um tiro na cabeça disparado pelo TTP em 2012, quando ela defendia a educação para as meninas, uma campanha que a levou a obter o prêmio Nobel da Paz anos depois.
Um cessar-fogo precário de seis meses entre o TTP e Islamabad foi quebrado em novembro.
H.Romero--AT