-
Trump cita 25 'grandes conquistas' antes das eleições de meio de mandato
-
Capital saudita em alerta de ataque aéreo; incêndio perto do aeroporto
-
Homenageada em San Sebastián, Naomi Watts mantém a fome de papéis arriscados
-
Rússia denuncia ciberataques no segundo dia das eleições legislativas
-
Manifestantes protestam no Kennedy Center após ameaça de demolição anunciada por Trump
-
Bolívia elimina subsídio ao diesel
-
Capital saudita emite primeiro alerta aéreo desde a retomada dos combates no Iêmen
-
Dinamarca celebra acordo 'vinculante' com Trump sobre a Groenlândia
-
Anthropic escolhe consultoria para avaliar segurança de sua IA
-
Trump anuncia acordo de segurança 'permanente' sobre Groenlândia
-
CEOs da Nvidia e da OpenAI estão entre convidados para jantar com Xi na Casa Branca
-
CEO da OpenAI fará apresentação ao Conselho de Segurança da ONU
-
Trump veta acesso dos veículos CNN, MSNOW e Politico à Casa Branca
-
Cuba sofre novo apagão geral em meio a crise econômica
-
Trump proíbe acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Trump anuncia acordo que garante 'controle permanente' da segurança na Groenlândia
-
Com gol de Igor Thiago, Brentford vence Chelsea no Campeonato Inglês
-
Monaco vence Lens e volta à liderança do Campeonato Francês
-
Com direito a recorde de Kane, Bayern atropela Union Berlin na abertura da 4ª rodada do Alemão
-
Mostra de San Sebastián homenageia Werner Herzog, o cineasta dos extremos
-
Cuba sofre sétimo apagão geral do ano
-
Mancini convoca 9 estreantes na primeira lista após seu retorno à seleção italiana
-
Venezuela consegue "trégua", mas requer reformas institucionais, diz HRW
-
Trump anuncia ter proibido acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico
-
Uefa e Concacaf pedem à Fifa "pelo menos" US$ 10 milhões para cada uma das 211 federações-membro
-
Chefe da ONU 'lamenta' recusa dos EUA em conceder vistos a dirigentes palestinos
-
Alemanha recebe seu primeiro caça F-35 em cerimônia nos EUA
-
Costa-riquenha Grynspan lidera terceira votação informal para comandar a ONU
-
Quase 70% dos cubanos vivem em situação de pobreza, revela estudo
-
Governador da Califórnia assina decreto para criar 'interruptor de emergência' para a IA
-
Guerra divide iranianos nos EUA
-
Sem Tchouaméni e com Mbappé capitão, Zidane divulga sua 1ª lista de convocados da França
-
Reino Unido alega que Ilhas Malvinas têm o 'direito' de explorar petróleo
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho de 119 anos como o homem mais longevo da história
-
ONU realiza terceira votação informal para escolher novo secretário-geral
-
'Não conseguíamos respirar', dizem sobreviventes após a morte de 37 garimpeiros na Nigéria
-
Jorge Jesus convoca Cristiano Ronaldo para jogos de Portugal na Liga das Nações
-
Paris expõe manuscrito emprestado pelo México sobre viagem mítica dos astecas
-
Raphinha revela que deseja renovar contrato e encerrar carreira no Barcelona
-
Xavi Hernández anuncia lista de convocados da seleção holandesa sem Memphis Depay
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho como o homem mais longevo da história
-
França, o novo elo fraco da zona do euro
-
Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália
-
Pesquisadores dizem ter hackeado OpenAI usando IA Claude, da Anthropic
Trabalhadores aguardam justiça 10 anos após colapso de fábrica em Bangladesh
A trabalhadora de Bangladesh Sumi Akhter estava com medo de entrar na fábrica de roupas, que parecia estar à beira do colapso, mas a administração ameaçou reter seu salário se ela não o fizesse. Uma hora depois, ele lutava pela vida sob os escombros do Rana Plaza.
Mais de 1.130 pessoas morreram, incluindo sua mãe, no desabamento de um prédio de sete andares em Savar, a oeste da capital Daca, em 24 de abril de 2013, no pior desastre industrial da história de Bangladesh.
As equipes de resgate passaram várias semanas tentando encontrar sobreviventes e retirando os corpos dos mortos dos escombros.
Sumi Akhter e sua mãe, que também trabalhava no Rana Plaza, hesitaram em voltar no dia do desastre por medo de que o prédio rachado desabasse.
"Eles poderiam ter nos dito: 'Não entrem no prédio' (...) muitas pessoas teriam sido salvas", disse Akhter à AFP.
Mas a administração exigiu que os funcionários voltassem ao trabalho, apesar dos riscos óbvios, acrescenta.
-"Estamos morrendo lentamente" -
A tragédia expôs as deploráveis condições de trabalho dos quatro milhões de trabalhadores que fabricam roupas em Bangladesh para marcas ocidentais.
Mais de 2.000 pessoas sobreviveram, mas muitas ainda carregam traumas físicos e psicológicos profundos.
"Estamos vivos, mas estamos morrendo lentamente", diz Akhter.
Segundo pesquisa da organização Action Aid, cerca de 80% dos sobreviventes não voltou ao trabalho.
Sumi Akhter teve a perna amputada e nunca mais encontrou emprego. Recebeu 9.500 dólares (cerca de 47.966 reais, na cotação atual) de indenização, mas afirma que suas despesas médicas e a perda do emprego excedem esse valor.
"Tudo o que peço é que a justiça seja feita", implora.
Um tribunal de Bangladesh indiciou 38 pessoas por assassinato, incluindo Sohel Rana, um influente político do partido governista e proprietário do Rana Plaza.
Mas o julgamento está tão atolado que o promotor Bimal Samadder não espera um veredicto por vários anos.
Segundo ele, há evidências de que as pessoas foram "obrigadas" a voltar ao trabalho, apesar do perigo óbvio.
"Os diretores, os proprietários das oficinas e os donos do prédio os ameaçaram de que, se não trabalhassem, não receberiam seus salários", disse à AFP.
- "Ninguém fala mais sobre isso" -
"Se essas imagens das rachaduras não existissem, os donos das ateliês e Sohel Rana teriam afirmado que o prédio não tinha problemas estruturais", disse à AFP.
"As imagens mostram que o desastre foi de origem humana", acrescenta.
Após a tragédia, marcas, sindicatos e fabricantes ocidentais criaram em conjunto órgãos de vigilância para melhorar as normas de segurança.
A tragédia despertou uma consciência que ajudou a limpar uma indústria mal regulamentada, diz Nafis Ud Doula, membro de uma dessas organizações.
"Todos nós percebemos que nossas oficinas não deveriam funcionar da maneira que funcionavam", acrescenta.
A revisão da segurança custou mais de 2 bilhões de dólares (10 bilhões de reais, na cotação atual) para a indústria, que desde então experimentou um enorme crescimento nos pedidos de exportação, afirma.
As exportações têxteis triplicaram para 45 bilhões de dólares (227 bilhões de reais, na cotação atual) na última década. Os salários médios também triplicaram.
No terreno agora vazio onde ficava o Rana Plaza, os sindicatos ergueram um monumento aos trabalhadores que morreram no desabamento.
"As pessoas se esqueceram de Rana Plaza. Ninguém mais fala sobre isso", disse à AFP Laxmi Soren, uma trabalhadora.
J.Gomez--AT