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Ucrânia espera assinar acordo sobre minerais com os EUA nesta quarta-feira
A Ucrânia espera assinar, nesta quarta-feira (30), um acordo que permitiria aos Estados Unidos ter acesso aos minerais do país europeu, disse um alto funcionário da Presidência ucraniana à AFP.
A ministra da Economia, Yulia Svyrydenko, estará em Washington nesta quarta-feira para assinar o acordo, cujo rascunho o governo ucraniano "ainda precisa aprovar", disse a fonte.
"É realmente um acordo internacional justo entre os governos americano e ucraniano sobre investimentos conjuntos no desenvolvimento e na reconstrução da Ucrânia", comentou, por sua vez, o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmyhal, em declarações à TV nacional.
Ele também mencionou que a assinatura está prevista "nas próximas 24 horas".
O acordo permitiria a exploração conjunta dos recursos minerais da Ucrânia, um pacto que o presidente americano, Donald Trump, considera uma "retribuição" pela ajuda que Kiev recebeu de Washington desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
O pacto deveria ter sido assinado semanas atrás, mas um bate-boca entre Trump e seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, na Casa Branca, tirou as negociações dos trilhos.
Ao contrário do que Trump queria, o texto não reconhece como uma dívida com os Estados Unidos as dezenas de bilhões de dólares em ajuda militar e financeira atribuídas à Ucrânia por seu antecessor, Joe Biden.
"Nenhuma dívida, nenhuma ajuda" concedida antes da assinatura "faz parte deste acordo", assegurou Chmyhal.
O documento, que ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento ucraniano após sua assinatura, não parece incluir garantias de segurança americanas frente à Rússia, apesar de a Ucrânia não parar de solicitá-las.
Consultado sobre este tema pela AFP, o alto funcionário da Presidência não respondeu.
O texto "garante a igualdade das partes" e prevê a criação de um "fundo de investimento para investir na reconstrução" da Ucrânia, devastada pela guerra, comentou o primeiro-ministro.
Segundo ele, o fundo será financiado e gerido em partes iguais por ucranianos e americanos.
Ch.Campbell--AT